quinta-feira, 21 de junho de 2012

Não existe coincidência e sim sincronicidade.

COINCIDÊNCIA NÃO: SINCRONICIDADE!

A SINCRONICIDADE


Há muito tempo tenho vontade de escrever sobre esse assunto. Diz respeito àquelas coisas que acontecem em nossas vidas, sem que estejamos esperando, mas que vem exatamente a calhar e que não podem ser consideradas meras coincidências ou simplesmente "obras do destino". Acontece que, creio piamente nisso, estamos sempre emitindo ondas para a frente, que magneticamente atraem situações que se vislumbram como verdadeiras e providenciais soluções para problemas inesperados, alguns aparentemente insolúveis. É algo meio mágico, e muito relacionado com as frequencias entre as pessoas, que parecem sintonizar no mesmo canal, digamos assim, nas horas mais inusitadas. Tipo, você fura um pneu do seu carro numa estrada deserta e eis que surge um amigo seu na próxima curva e o reconhece, e, claro, o ajuda. É mais do que sorte -logo em seguida a um "azar":
É magia pura.

Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal mas por relação de significado. A sincronicidade é também chamada por Jung de "coincidência significativa".

O termo Sincronicidade foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém C.G.Jung demorou ainda mais 21 anos para acabar o livro "SINCRONICIDADE: UM PRINCÍPIO DE CONEXÕES ACAUSAIS", onde expõe o conceito e propõe o início da discussão do assunto. Um de seus últimos livros e segundo ele o de elaboração mais demorada devido a complexidade do tema e da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado.

Basicamente, é a experiência de se ter dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente.

A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi um princípio que Jung sentiu abrangido seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo.

Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".

Jung afirmava que temos quatro funções básicas: razão, emoção, sensação e intuição. No nosso ser, geralmente uma delas é predominante. Mas quando trabalhamos internamente estas funções na direção do equilíbrio, uma nova função é acrescentada: a sincronicidade.

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