quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Rei Midas.

O MITO
Midas era um rei completamente apaixonado por dinheiro e, apesar de milionário, queria ter sempre mais para ser a criatura mais rica do planeta. Quando Baco lhe ofereceu a realização de um desejo, como recompensa por ele ter cuidado de um amigo, Midas pediu o poder de transformar em ouro tudo o que tocasse. Baco percebeu que esse desejo significava a destruição de Midas, mas, como havia prometido realizar qualquer desejo, cumpriu a palavra.
Midas voltou a seu reino e resolveu testar se realmente havia ganhado esse poder. Durante a viagem, tocou uma pedra e imediatamente ela se transformou em uma enorme pepita de ouro. Logo adiante encontrou um galho de árvore e, ao segurá-lo, percebeu que ele se transformara numa barra de ouro. Tudo o que ele tocava virava ouro. Não demorou a perceber que poderia ser o homem mais rico da Terra. Seus cavaleiros ficaram sobrecarregados de tanto transportar ouro.
Chegando ao palácio, mandou servir um jantar delicioso, com todo o requinte. Então levou um choque. A realidade mostrou-se cruel. Todo alimento que seus lábios tocavam viravam ouro. O pão transformava-se em ouro, assim como qualquer alimento. E, para seu desespero, a água que quis beber, quando tocada por seus lábios, também se transformou em ouro. Percebeu, então, toda a loucura de seu desejo. Não conseguia mais se alimentar, não poderia dormir num leito macio nem tomar banho numa banheira cheia de água morna.
O rei Midas voltou a procurar Baco e pediu-lhe que tirasse dele esse poder. Baco orientou-o para que se lavasse nas águas do rio Pactoros e, com efeito, depois de ter tomado banho naquele rio, ele perdeu o poder de transformar tudo em ouro. A consciência dessa transformação fez com que Midas abandonasse sua ambição material e passasse a viver de maneira mais simples e afetiva.
Os Midas modernos: a infelicidade por falta de amor
O mito do rei Midas é vivido por homens e mulheres que desejam ter o poder de transformar em ouro tudo aquilo que tocam. Se forem donos de uma empresa, ela será uma mina de lucros. Se forem líderes de um departamento, este produzirá resultados maravilhosos. Os projetos que administrarem sempre serão bem-sucedidos.
Esse modelo de infelicidade é semelhante ao que ocorre com uma pessoa que passa a vida inteira andando de avião. Ela pensa que conhece todas as cidades, seus povos, costumes e paisagens. Mas, na verdade, o que ela conhece são aeroportos, hotéis, escritórios e salas de convenções.
Como o rei Midas, as pessoas que vivem esse tipo de infelicidade são ricas e poderosas, mas não desfrutam suas conquistas. São pessoas fascinantes, com muitos amigos, mas que nunca têm tempo para cultivar e usufruir essas amizades. Têm casamentos sólidos, seus companheiros são apaixonados, mas não percebem o amor que lhes é dedicado. São amadas pelos filhos, mas não desfrutam esse amor.
Os Midas modernos nem sempre se preocupam em acumular riquezas materiais, imaginam-se reis, embora se vistam como mendigos. Alguns procuram acumular poder através de cargos ou títulos e se tornam arrogantes porque detêm muitos conhecimentos. Os venenos são diferentes, mas o efeito é o mesmo!
É triste ver pessoas que chegam aos cinqüenta anos e descobrem que passaram a vida inteira correndo atrás de bens vazios, sem nenhuma essência. A ambição desmedida faz com que essas pessoas não aproveitem um leito macio para dormir, embora freqüentem muitos hotéis elegantes e sofisticados.
O sucesso profissional, quando é conquistado em vínculos afetivos, leva muitos Midas a viver na solidão. Esse é o preço que pagam por transformar tudo em ouro.
Os Midas modernos vivem uma infelicidade dourada. São pessoas carentes em meio a aplausos, dentro de carros maravilhosos, durante jantares magníficos e, principalmente, na solidão de suas gaiolas de ouro. Podem comprar qualquer coisa que o dinheiro permita, mas não conseguem se sentir em paz e criar relacionamentos duradouros.
Vivem acusando, reclamando e dando desculpas para sua solidão. Acusam as pessoas com as quais convivem de ser culpadas por sua infelicidade. Como se sentem superiores aos demais, estão sempre fugindo da responsabilidade da vida afetiva.
Mas atenção! Nem todos os ricos agem como Midas. Para muitas pessoas de sucesso, o dinheiro é apenas o passaporte para a felicidade, e essas são modelos de alegria.

Texto do livro
"O Sucesso é ser Feliz"
Roberto Shinyashiki

Espada de Dâmocles.

A expressão é pouco usada na atualidade, embora possa representar com absoluta fidelidade as situações difíceis e perigosas vividas pelo homem moderno. A história revela que Siracusa, fundada em 734 a.C. pelos colonizadores gregos de Corinto, se tornou na época a maior cidade da Sicília, e hoje, entre as suas ruínas mais famosas estão um teatro e um templo gregos do século 5 a.C., muralhas e fortificações da cidade, aquedutos do período de Hierão III (478-467 a.C.), um anfiteatro romano e catacumbas. Seu passado foi marcado por guerras, invasões e tirania, como a de Dionísio, o Velho, que em 405 a.C. aproveitou-se da luta de seu país contra os cartagineses para apoderar-se do poder.
Para consolidá-lo, ele adotou medidas como a construção de fortificações, a expulsão dos seus inimigos políticos, a evacuação dos soldados gregos de diversas cidades sicilianas e sua substituição por mercenários. Belicoso e cheio de ambição, Dionísio moveu diversas guerras contra os cartagineses e reinos vizinhos, até tornar-se o senhor da Itália Grega, em 386 a.C. Dois anos depois ele enviou uma delegação numerosa para participar dos jogos realizados em Olímpia, na Grécia, mas foi tão criticado por alguns oradores que a multidão se enfureceu e saqueou as tendas dos seus embaixadores. Seu reinado durou 38 anos, e sua coroa foi transferida ao filho Dionísio, o Jovem.
Na corte de Dionísio, o Velho, vivia um grego chamado Dâmocles. Amigo do rei, ele desfrutava de regalias no palácio, mas apesar disso não conseguia evitar que os outros percebessem a inveja que sentia diante do que acreditava ser o desfrute de uma vida agradável, deleitosa e aparentemente despreocupada que o trono proporcionava a seu ocupante.
Para corrigir essa impressão Dionísio preparou-lhe um banquete e o colocou sentado em seu próprio trono, sobre o qual pendia do teto uma espada segura apenas por um fio da crina de seu cavalo. Com isso o invejoso finalmente pôde entender que a manutenção do poder é algo tão precário que pode ser interrompida a qualquer momento, porque a força que o sustenta é tênue como a de um fio de cabelo.
A expressão “espada de Dâmocles” significa, portanto, que algo de ruim pode acontecer com as pessoas a qualquer momento, porque de forma geral elas estão cercadas por perigos insuspeitados passíveis de se transformarem em dolorosa realidade até mesmo quando a situação aparentemente se apresenta como risonha e franca.
que são as angústias do poder..."
Roberto Shinyashiki explica que os Dâmocles modernos estão sempre preocupados. Sentem-se ameaçados, tendo ou não estabilidade econômica.
São capazes de se assustar com o simples soar de uma campainha ou telefone.
Uma das piores coisas que podem acontecer a um Dâmocles é ser convocado para uma reunião sem saber antecipadamente qual é o assunto. Sua mente começa a trabalhar, imaginando alguma catástrofe.
Como o Dâmocles original, são pessoas que têm sobre a cabeça uma espada presa por um fio.
Tendem a viver exaustos, pois, além do esforço consumido para realizar seus projetos, gastam uma enorme energia para aplacar os diálogos dentro de suas cabeças.
A espada, apesar de imaginária, traz uma dúvida que enfraquece qualquer um!
--> O remédio para todos que passam por isso, é acreditar!!!
Não se pode deixar de lutar, por medo das conseqüências da luta... para viver intensamente, é necessário conviver com os riscos!
Por isso, acredite sempre, por pior que seja a situação. Não deixe a dúvida tomar conta de você.
Faça o que tem que ser feito, com honestidade e paz de espírito.
Esteja em paz com você, e a compreensão virá do silêncio de sua alma.
E acima de tudo tenha Fé na vida e em DEUS.

sábado, 14 de setembro de 2013

Carvão ou Diamante?

Carvão e diamante são substâncias que têm a mesma composição, mas valores extremamente diferentes. Imagine só fazer joias usando carvão ou acender uma lareira colocando diamantes para queimar, não seria absurdo?
Na verdade, a semelhança entre diamante e carvão limita-se apenas ao fato de que o carvão é um mineral rico em carbono e os diamantes também são feitos de carbono.
E por que o diamante possui valor tão alto, ao contrário do carvão, que é simplesmente queimado?
Vejamos as diferenças no processo de formação:
Os diamantes são obtidos sob altíssimas pressões a partir do magma presente no interior da Terra (bem abaixo da crosta). Foram necessários vários séculos para que camadas de magma fossem sendo depositadas umas sobre as outras, acarretando em forte pressão. O magma foi sendo comprimido até se petrificar. O resultado você já sabe, diamantes belos, duráveis e muito valiosos.
Já o carvão surge de um processo bem mais simplificado e acessível, ele é obtido a partir da decomposição de folhas, vegetação e árvores. O local escolhido é embaixo da terra, onde as temperaturas se elevam em relativa pressão. O carvão é formado a partir das mudanças físicas e químicas propícias a essas condições, num tempo bem inferior ao que origina o diamante.
Portanto, não seria possível ambas substâncias possuírem o mesmo valor comercial, uma vez que o tempo de formação se difere nos dois processos.
Se pensarmos nos seres humanos é exatamente a mesma coisa, a natureza nos mostra as respostas a todo momento. Somos iguais em nossa essência, mas diferentes em nosso existir. Cada um a seu tempo de acordo com seu ambiente, suas atitudes...e tudo que esta a sua volta...amar, odiar, perdoar nos faz sermos diamantes ou carvão. Os dois de extrema utilidade. E viva as diferenças isso é a MÃE NATUREZA E SUA PERFEIÇÃO.

                                                            Maria Pacini.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vaidade ou Poder?

Alguns querem ser “bonzinhos” e românticos, para seduzir a pessoa por quem está apaixonado, fingindo gostar disso ou daquilo para agradar o outro, outros preferem um carro mais caro para mostrar o poder e status, outros preferem usar roupas de marca e da moda para mostrar sofisticação e luxo, enfim, aprendemos a acobertar quem somos debaixo das máscaras do ego, simplesmente para conquistar alguém do qual estamos interessados.
Sem falar daqueles que vivem sendo outra pessoa diante dos amigos, dos filhos, da família, da esposa, dos colegas de trabalho,...apenas por achar que se mostrando o mais forte e poderoso, será respeitado e admirado por todos. Não percebem que isso é insegurança, baixo estima e uma série de conflitos internos que precisam ser resolvidos.
As pessoas que não estão em equilíbrio com seu Eu, sentem essa necessidade ser o “máximo” o tempo todo, de manifestar sua graça, de falar bonito, de ser mais inteligente, de ser o melhor em tudo, e conseqüentemente gerando expectativas em outras pessoas que estão assistindo toda essa encenação, sem saber que por trás de todo esse teatro, está o medo de mostrar suas fraquezas, o medo de não ser aceito pelos outros, e isso se torna uma doença.
Dentro de um relacionamento, isso é muito comum, e é por isso que está aumentando cada vez mais o índice de separações no mundo, pois as pessoas se casam idealizando na outra isso ou aquilo e se criam nessas predisposições que não são reais.
Isso, porque raramente enxergamos o outro na essência e sim nos atraímos pelo físico, e quando esse magnetismo sexual acaba, o outro começa a se revelar, ficando evidente as frustrações e decepções mais uma vez.
Outra coisa muito comum é idealizar uma relação como fonte da sua própria felicidade, esquecendo que a felicidade é um sentimento interno, que deve vir de dentro pra fora e não pelos atrativos de outra pessoa.
Todos desejam a felicidade, e muitos querem se livrar de algum sofrimento começando um novo relacionamento, ao invés de curar a si mesmo, de se construir novamente, de buscar sua liberdade natural e não se aprisionar na identidade de quem você pensa que é.
Com isso, muitos acabam desacreditando no amor real, achando ele impossível, tornando-o inacessível diante do seu mundo ilusório, por falta de informação, clareza e sabedoria de alma.
Tentamos a todo momento moldar a pessoa amada e não paramos para pensar nos egoistas que estamos sendo, e sendo falsos com nós mesmo o tempo todo.
Eu acredito que temos o direito de sermos nós mesmos. Nos amamndo é um bom começo.
                                          Paz profunda.

Canção Psicológica.

A tagarelice interior e a canção psicológica
Nesta lição veremos como se manifestam mais duas facetas do ego em nós, as quais na maioria das vezes podem passar como um comportamento normal do ser humano, mas que na verdade são mais duas formas do ego se nutrir de nossa energia e manter-se vivo, além de serem extremamente prejudiciais em vários aspectos de nossa vida.
A tagarelice interior.
A chamada tagarelice interior, como o nome já sugere, é a sucessão de conversas, falas, atos, etc., que ocorrem em nosso mundo interior na forma de pensamentos quando alguém nos faz ou fala algo que não gostamos.
Neste caso, ainda que não digamos nada verbalmente, em nosso interior estamos falando coisas horríveis a esta pessoa, maldizendo-a, humilhando-a, etc., etc.
Por exemplo:
Suponhamos que trabalhamos em uma empresa e que, fazendo uma tarefa qualquer, cometemos um determinado erro. Então nosso patrão nos chama a sua sala e nos repreende educadamente pelo erro.
Isso já pode ser o suficiente para em nosso interior estarmos esfolando vivo a esse homem, humilhando-o e dizendo-lhe horrores, ainda que ao ouvir sua repreensão, exteriormente, apenas nos desculpamos pelo erro e saímos calmamente de sua sala.
E por que isso ocorre?
Porque, devido ao ego, nossa vida emocional se fundamenta na auto-simpatia. Isso significa que só simpatizamos conosco mesmo, com nosso querido ego; e sentimos antipatia e até ódio daqueles que não simpatizam conosco.
O maior problema é que esta tagarelice interior causa muito sofrimento e desgaste psicológico a pessoa que fica nesta condição, pois lhe tira muita energia e acompanha-a todo o tempo.
Além disso, pode trazer problemas na esfera dos relacionamentos sociais também. Uma pessoa que alimenta essa tagarelice interior é como uma bomba que um dia pode explodir.
São conhecidos vários casos de pessoas que eram aparentemente calmas e caladas e, da noite para o dia, foram capazes de cometer terríveis atos de violência.
Então o que fazer em relação a isto?
Ora, já vimos que a tagarelice interior se deve à auto-simpatia, que nada mais é do que um defeito psicológico. Logo a única solução realmente efetiva para resolver isto é aplicar a morte psicológica.
Então quando sentirmos aquele sentimento desagradável que ocorre quando alguém diz ou faz algo que não gostamos, devemos imediatamente aplicar a morte psicológica.
Também devemos aplicar a morte psicológica quando surgirem em nossa mente os pensamentos de ódio, de dizer ou fazer algo a uma pessoa com a qual não simpatizamos.
Além disso, devemos também adotar uma nova atitude mental em relação a isto.
Necessitamos aprender a ver do ponto de vista alheio, assim como saber nos colocar no lugar das outras pessoas.
No exemplo que foi dado, analisando o caso do ponto de vista do patrão, ele agiu corretamente pois sua função é justamente coordenar os trabalhos na sua empresa.
Além disso, se nos colocarmos em seu lugar provavelmente faríamos a mesma coisa, uma vez que o patrão assim como nós, tem suas responsabilidades e precisa cumpri-las também.
A canção psicológica.
A canção psicológica é semelhante à tagarelice interior, pois também se processa na forma de diálogos e falas em nosso mundo psicológico, e também nos causa sofrimento e desgaste.
Mas a canção psicológica tem outros fundamentos que a originam, e freqüentemente é manifestada exteriormente (verbalmente).
A canção psicológica está relacionada a nossa autoconsideração, que se dá especialmente quando nos identificamos conosco mesmo.
Autoconsideração significa sentir piedade de si mesmo, é pensar que sempre nos portamos bem com todas as pessoas e estas não reconhecem isso, não nos dão o valor que achamos que temos, são ingratas, não retribuem os favores que fizemos, que nos devem algo, etc., etc.
Em resumo: no fundo nos consideramos ótimas pessoas que, de alguma forma, somos sempre vítimas das injustiças e maldades das demais pessoas e da sociedade.
Uma forma também muito comum de autoconsideração é se preocupar com o que as outras pessoas podem pensar de nós; talvez pensem que não somos pessoas honradas, sinceras, corretas, justas, etc.
Normalmente uma pessoa que esteja identificada consigo mesma, identificada com sua autoconsideração, tende a exteriorizar isto que está sentindo.
Então é quando surgem aquelas pessoas que sempre repetem as mesmas conversas (a mesma canção psicológica), nas quais revivem fatos passados onde julga que foi injustiçada por outras pessoas, que fez muitos favores a fulano e este não lhe deu o devido valor, que trabalhou muito em seu emprego e seu patrão não lhe paga o que realmente merece, que ajudou muito a beltrano e só recebeu ingratidão, etc.
Este tipo de pessoa repete sempre a mesma canção psicológica toda vez que encontra alguém disposto a ouvi-la e, no seu entender, de compreendê-la.
Com uma pessoa assim é praticamente impossível conversar, pois sempre o diálogo retorna ao mesmo ponto, ao mesmo assunto.
Se uma pessoa vive constantemente sofrendo pelo que lhe devem, pelo que lhe fizeram, pelas amarguras que lhe causaram, nada poderá crescer em seu interior.
Essas pessoas sentem normalmente uma grande tristeza interior, uma sensação de monotonia, um profundo aborrecimento, cansaço íntimo e frustração.
É uma situação muito triste.
Porém, assim como a auto-simpatia, a autoconsideração também é um defeito psicológico que pode e deve ser eliminado através da morte psicológica.
Por isso esteja atento a sentimentos, pensamentos e comportamentos semelhantes ao que vimos sobre a canção psicológica e a tagarelice interior.
Eu ja vivi isso e sei o quanto é duro reconhecer, se ver nesse estado de repetição e não conseguir se adquar ao presente. Mas nunca é tarde para começar a "se olhar" e "se enchergar" não é facil, dói nos olhar no espelho de nossa alma e aceitar que somos repetições de nós mesmos.
                                           Paz Profunda.