quarta-feira, 21 de maio de 2014

E se DEUS tivesse falado:

E se Deus tivesse falado:
“Para de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Para de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu pequeno filho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que Eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se sou Eu quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te diria se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Para de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Sentes-te olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... Aí é que estou, tocando em ti."

(Texto de Baruch Espinoza)

Sem Rumo.

“Sinto-me completamente perdida, sem rumo, com vários caminhos a minha frente mas nenhum seguro para poder seguir. Considero-me em pausa, distante de qualquer possibilidade de novas ideias. Distante do tudo e do nada, apenas perdida e demasiadamente sem vontade de continuar. Me vejo sem inspiração, as palavras se tornaram definitivamente minhas inimigas. Se foram para longe, junto com a inspiração, me largaram. Ou eu que não sei onde procurá-las? Quero escrever, quero desabafar, quero jogar as cartas na mesa, mas não dá. Há um nó, um muro entre mim e a inspiração que antes havia dentro de mim.
Que escuro aqui dentro, gélido. Já não sei se as palavras vem me visitar quando estou triste ou feliz, faz tempo que elas não tocam a campainha. Cadê toda aquela vontade? Aquela criatividade? Alguém pode me responder? Dúvidas se formam sem parar pela minha mente, mil pensamentos em um segundo. Opto então pelo silêncio, por não haver outra opção. Sinto-me definitivamente abandonada pelas as únicas coisas que havia dentro de mim: A inspiração, a vontade, a criatividade e as palavras. Morreram junto com tudo aquilo que um dia foi vivo dentro de mim. E de repente, vem aquela imensa sensação de “sei lá”. Aquela que você não sabe se está feliz ou triste, se sente ou não sente, se fala tudo ou se continua com o silêncio. Pensando demais, demais mesmo. E isso me assusta. São muitos pensamentos sombrios, vontades esquisitas e um medo de arriscar o que não se tem. Estou sufocada pelas palavras que formaram um nó na garganta, afogada pelas lágrimas seguradas. Cadê tudo aquilo que tinha? Ou nunca tive? Estou dizendo, com o continuar do texto, mais dúvidas vão surgindo. As respostas continuam escondidas pelas entre linhas. A unica coisa que sei é que não irei desistir, não deixarei que nada me impeça de continuar. Mesmo que eu queira, vou dar um jeito de virar a página e apontar o lápis, afinal, nem todos os capítulos trazem sorrisos ou somente lagrimas. Parar se recolhre ao silêncio de minha próprias indagações. Talvez deixar de tentar entender o que já esta entendido ou náo foi falado! Apenas acreditar que a vida é assim e tudo esta perfeito em todas suas imperfeições! Filisofia? Religião? Loucura talvez tentar acreditar em algo alem do simples fato de EXISTIR".
                                                         Maria Pacini.