quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sem Rumo.

“Sinto-me completamente perdida, sem rumo, com vários caminhos a minha frente mas nenhum seguro para poder seguir. Considero-me em pausa, distante de qualquer possibilidade de novas ideias. Distante do tudo e do nada, apenas perdida e demasiadamente sem vontade de continuar. Me vejo sem inspiração, as palavras se tornaram definitivamente minhas inimigas. Se foram para longe, junto com a inspiração, me largaram. Ou eu que não sei onde procurá-las? Quero escrever, quero desabafar, quero jogar as cartas na mesa, mas não dá. Há um nó, um muro entre mim e a inspiração que antes havia dentro de mim.
Que escuro aqui dentro, gélido. Já não sei se as palavras vem me visitar quando estou triste ou feliz, faz tempo que elas não tocam a campainha. Cadê toda aquela vontade? Aquela criatividade? Alguém pode me responder? Dúvidas se formam sem parar pela minha mente, mil pensamentos em um segundo. Opto então pelo silêncio, por não haver outra opção. Sinto-me definitivamente abandonada pelas as únicas coisas que havia dentro de mim: A inspiração, a vontade, a criatividade e as palavras. Morreram junto com tudo aquilo que um dia foi vivo dentro de mim. E de repente, vem aquela imensa sensação de “sei lá”. Aquela que você não sabe se está feliz ou triste, se sente ou não sente, se fala tudo ou se continua com o silêncio. Pensando demais, demais mesmo. E isso me assusta. São muitos pensamentos sombrios, vontades esquisitas e um medo de arriscar o que não se tem. Estou sufocada pelas palavras que formaram um nó na garganta, afogada pelas lágrimas seguradas. Cadê tudo aquilo que tinha? Ou nunca tive? Estou dizendo, com o continuar do texto, mais dúvidas vão surgindo. As respostas continuam escondidas pelas entre linhas. A unica coisa que sei é que não irei desistir, não deixarei que nada me impeça de continuar. Mesmo que eu queira, vou dar um jeito de virar a página e apontar o lápis, afinal, nem todos os capítulos trazem sorrisos ou somente lagrimas. Parar se recolhre ao silêncio de minha próprias indagações. Talvez deixar de tentar entender o que já esta entendido ou náo foi falado! Apenas acreditar que a vida é assim e tudo esta perfeito em todas suas imperfeições! Filisofia? Religião? Loucura talvez tentar acreditar em algo alem do simples fato de EXISTIR".
                                                         Maria Pacini.

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