segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Vampirismo sexual.


Precisamos Definir Uma Ética Sexual (FÍSICA QUÂNTICA)
Vampirismo é um tipo de obsessão no campo das viciações
sensoriais que nada mais é a sucção de energias vitais da vítima por
esses astrais e espirituais ou pelo próprio companheiro encarnado. marido/esposa, namorado/namorada ou simples parceiro(a) sexual. Mas que pode ir ao nível de possessão,dominação e encantamento.
Por fim, há o que se chama de vampiros emocionais. Esses também estão em duas grandes categorias: os conscientes e os inconscientes. Acredito que mais de 90% da população dos vampiros emocionais é formada por seres inconscientes, ou seja, que não têm consciência de que são e estão vampirizando pessoas à sua volta. Há também vampiros emocionais no plano espiritual, e vampiros energéticos, que se nutrem também da energia emanada, de alimentos, bebida, cigarro, e principalmente da sensação que os vivos obtêm ao fumar, beber, tomar droga, comer, fazer sexo e etc.
Uma das formas efetivas de se defender do vampirismo sexual é manter-se focado no parceiro. E é isso que o Tantrismo e o Kama Sutra ensinam.
Lembre-se: Não deixe a mente divagando, você nunca estará só, no Plano mental,Astral e Espiritual.
Muitas mãos estarão tocando seu corpo,
Muitas bocas estarão beijando a sua,
Muitos pênis estarão lhe penetrando,
Muitas vaginas estarão sendo penetradas
Com o objetivo de produzir cada vez mais energias sexuais que começam sendo sugadas em forma de longos fios brancos se desprendendo como fluídos....
Essas energias impregnam a pessoa através da sua aura e vão agindo no campo energético e congestionando os canais que levam energias vitais aos órgãos e sistemas, desencadeando enfraquecimento e doenças físicas, emocionais, psíquicas e energéticas.
As sensações que você esta sentindo podem não estar vindo das mãos que você imagina.
Você pode estar tendo suas energias sexuais drenadas através da base da coluna vertebral.
Quanto mais excitação, melhor
Quanto mais energia sexual gerada, melhor,
Relações sexuais,
Masturbações
Nada satisfaz,
É uma tesão compulsiva
Com sensações até maravilhosas
Mas que despaupéram suas energias
Os vampirizadores adotam as formas que bem desejam, na maioria das vezes associam-se às fantasias mentais da pessoa, até mesmo aquelas escondidas no mais profundo do ser.
Você pode ser sugado energeticamente pelo seu parceiro.
Da mesma forma que pode sugar e vampirizar.
Não só o prazer e a satisfação, mas as energias sexuais.
De homem ou de mulher.
Sugar O Yin
Sugar O Yang
Sugar a Energia Vital
Sugar a Energia Sexual
Vampirismo Sexual 2 - Como se Proteger?
Pelas postagens você deve ter concluído que:
1-Durante o ato sexual as energias sexuais de ambos se expandem e aumentam de intensidade e luminosidade.
2-Essa energia sexual concentrada no ato sexual forma em ambos um campo energético de atração, que atraem seres do plano astral e formas do plano mental.
3-No orgasmo ocorre uma pequena explosão energética que atrai seres em todos os níveis, inclusive espiritual, de zonas de baixo nível de vibração, que necessitam dessas energias, fluídos e secreções para sobreviver.
4-Nosso parceiro(a), dependendo do seu nível de desorganização energética, mental e emocional, pode ser o maior vampiro da nossa energia sexual ou o canal de acesso dos vampirizadores astrais e espirituais.
Com certeza em muito pouco tempo passaremos a ser cobrados pelas responsabilidades de nossas ações energéticas.
Fazer sexo para em seguida sentir-se bem ou mal?
Fazer sexo para reforçar o amor e o carinho ou gerar indiferença logo em seguida?
Fazer sexo para sentir-se feliz e vibrante ou desenergizado?
Um orgasmo pode ser uma explosão de energias densas, que impregnam a aura do parceiro e atraem vampiros e larvas de regiões de baixíssimas vibrações...carregados de vampirizações do companheiro, escravizações egoísmos...nunca trazem união e harmonia, sempre após, trazem rejeições,irritações, até agressividade em relação ao parceiro, desenergização, cansaço, depressão...normalmente são provocados por parceiros cuja a aura já está impregnada de energias densas...podem gerar doenças e desequilíbrios no parceiro.
Doenças contínuas e repetitivas, principalmente que envolvam o aparelho reprodutor tanto masculino quanto feminino, impotências e frieza sexual, precisam ser questionadas.
Perceba que cada um dá o que tem...
Se as energias de um dos parceiros estiverem impregnadas de sentimentos de opressão, de raiva, infelicidade, energias coléricas irão, sem dúvida alguma, impregnar a aura do parceiro, e teremos aquele relacionamento doentio, como que se "fazer sexo despertasse raiva e nojo no momento seguinte", após o prazer o desejo é de solidão. Também é característico de parceiros ou pessoas alcoolizadas, o elemento "fogo" dos polos energéticos é estimulado, possivelmente a relação até o orgasmo, será marcada por muita desinibição e loucuras, ma o momento seguinte será de afastamento, evitando beijos e carinhos mais sutis.
Mais cedo ou mais tarde seremos responsabilizados pelas nossas ações energéticas.
Um homem que leva para o leito conjugal seu corpo energético, sua aura, seu corpo etérico, contaminados, como uma grande lixeira, como um aspirador que captou esses fluídos densos e doentios, deletéricos e destruidores, impregnadores de fluidos que comprometem o físico, emocional, energético e espiritual, colhidos nos finais de festas e camas de prostitutas/prostitutos e do sexo fácil e desequilibrado, certamente não ama sua(seu) companheira ou companheiro, pois além disso tudo expõe o leito dito de amor aos ataques dos vampiros sexuais.
Por que? O que eu tenho a ver com as falhas dele/dela?
Lembra-se que você estudou no segundo grau os níveis quânticos?
Pois é, o excesso de energia (Boa ou Ruim) de um salta para a Aura do Outro, na necessidade de diluir sua concentração, contamina o outro ou, em alguns casos é purificado pela aura do outro/outra, que super-carregado(a) de energia mais sutil re-equilibra o excesso de energias densas do(a) companheiro(a). É um acontecimento raro de acontecer, geralmente a outra aura, pelo estresse, pelo cansaço, pela desestabilização do dia a dia, na relação com outras pessoas, em casa, no trabalho e em outras circunstâncias, sucumbe.
Mas daí nasce a primeira regra, se assim podemos dizer, para a auto-defesa contra o vampirismo sexual:
REGRA 01 - Nunca envolva-se numa relação sexual sem estar com suas energias e emoções harmonizadas. (Em postagens futuras veremos como isso é possível).Hora de raiva, de ódio, de desequilíbrio, de mágoas profundas não resolvidas, é hora de diálogo e outras manifestações de carinho e erotismo, mas não de uma relação sexual e muito menos de um orgasmo.
PRECEITO MORAL? CARETA? COISA DE RELIGIÃO?
Para seu conhecimento não estamos preocupados com os aspectos morais e religiosos, apenas com os energéticos.
Se isso resultou em leis morais, pela falta de esclarecimento e condições de explicar ao povo realidades que apenas hoje, através da Física Quântica são compreensíveis, o que nos importa é que esse mundo energético existe e interagimos com ele.
Por acaso, alguém carregado de raiva e energia ruim, é capaz de fazer um prato de comida saudável? Animais não se irritam com determinadas pessoas e até avançam ou se afastam? Plantas não murcham com a presença de determinadas pessoas?
Como explicar isso tudo numa era em que nem o átomo era conhecido?
Portanto existe um ÉTICA SEXUAL, baseada na lógica de que quem AMA não quer descarregar LIXO na pessoa AMADA.
De forma alguma queremos estimular a segregação de prostitutas e profissionais do sexo, pois dentro dos conceitos do livre arbítrio todos tem seu espaço e função no universo.

Fonte: mensageiroscaridade.blogspot

Planeta Nibiru, Chupão, X, ou ainda planeta Vermelho.


Parece estar a confirmar-se pela Ciência aquilo que fora profetizado desde há alguns anos por Ramatis em 1956 no seu livro “Mensagens do Astral” e por V.M. Rabolú no livro publicado em 1999 intitulado “Hercólubus ou Planeta Vermelho”.
Com efeito,  quando surgiram as primeiras obras psicografados pelo médium brasileiro Hercíleo Maes (já falecido) que se comunicava com uma alta Entidade Espiritual conhecida por RAMATIS que esclareceu muitas questões a respeito do futuro desta Humanidade, referindo-se também a outras mais evoluidas no seio do Universo, pouca gente levou a sério suas mensagens para os tempos que vivemos e o médium em questão sofreu algumas acusações de estar inventando ou imaginando coisas que agora tanto se falam na Internet com as deturpações inerentes a tudo isso.
Quanto ao Planeta X ou “Astro Intruso” que tanto se teme por se julgar em rota de colisão com a Terra, Ramatis já dizia em 1956 o seguinte:
“Mais ou menos entre os anos 1960 e 1962, os cientistas da Terra notarão determinadas alterações em rotas siderais, as quais serão os primeiros sinais exteriores do fenómeno de aproximação do astro intruso que só será visível mais para o final do século”.
A denominação de “Astro Intruso” tem a ver com o facto de pertencer a um outro sistema solar vizinho ao nosso e se intromete no movimento translatório da Terra passando próximo desta ao completar seu ciclo de 6.666 anos que por coincidência ou não o mesmo número (“666”) se encontra referido na Bíblia no livro do Apocalipse simbolizando algo relacionado com os acontecimentos de “fim dos tempos” que nada tem a ver com “Fim do Mundo” como muitos dizem por aí.
Ramatis diz que o referido Astro é muito maior do que a Terra e parece ter uma função higienizadora ao passar próximo de nosso planeta atraindo para si o número de almas humanas que se encontram ao mesmo nível vibratório de sua Aura 3.200 mais vasta do que a terreste. Também exercerá forte atracção sobre o eixo ou polos magnéticos da Terra que já se estão invertendo ou mudando de posição, como o confirmam cientistas da NASA cujo assunto tem sido falado (não tanto como se pretendia) na televisão. Compreende-se de resto algum cuidado para não amedrontar a população
Mas não há que temer tais acontecimentos anunciados com determinada finalidade a fim de alterar o curso suicida ou homicida desta Humanidade.
A verdade é que o mesmo Astro já se aproximou da Terra noutros tempos (há 6.666 anos atrás) não tendo causado as mesmas perturbações tão temidas hoje por uma maior aproximação de nosso planeta e maiores distanciamentos nos ciclos futuros.

Quando em 1910 o cometa Halley  (que surge a cada 75 anos) passou no céu e foi visível por muita gente neste mundo, não foi o homem comum nem o profeta que deu o alarme mas sim os astrónomos na altura afirmavam a possivel destruição da Terra quando entrasse na sua cauda. Asseguravam alguns que a atmosfera ficaria irrespirável e que os rios e mares sairiam dos seus leitos e as cidades seriam devastadas por tremendas trombas de água. Aventou-se mesmo “cientificamente” a ideia de que a cauda do cometa poderia inflamar o orbe terráqueo, tendo-se gerado grande pânico nas populações, algumas pessoas se suicidando, outras fugindo para as montanhas, outras doando seus bens e haveres cometendo actos ridículos ante a previsão dos próprios cientistas!  E apesar das tremendas espetativas, o “vagabundo” dos céus seguiu sua trajetória sem causar dano algum à Humanidade assustada.
Da mesma forma isso se aplica ao “Astro Intruso” embora havendo agora mais possibilidade de acontecer algumas perturbações como as que têm vindo a suceder em várias partes do Mundo (terramotos, tsunamis, alterações climáticas acentuadas, etc) podendo mesmo a Lua aproximar-se da Terra até ficar 11 vezes maior o seu tamanho normal para compensar a força de atração do Orbe Gigante cujo papel é mesmo o de ‘Higienizador’ pelo estado em que se encontra a Terra que precisa sofrer uma grande transformação a fim de se dar início a um novo ciclo planetário com uma Nova Era de Civilização.
Quantos farão parte dela só Deus sabe, não os homens que possam estar a criar “lugares seguros” no interior das Montanhas para onde só irão os seus escolhidos ou os 'elitistas' e poderosos responsáveis pelo mal de nosso planeta. As coisas não funcionam assim mas doutra forma em que só serão salvos os que verdadeiramente merecerem ficar na Terra para herdá-la limpa de toda a Poluição e receber toda a ajuda necessária dos Seres de outros Mundos que estabelecerão contacto connosco e restabelecer os laços que se perderam de geração em geração.
Fica aqui este meu assunto,
Pausa para reflexão!

Rui Palmela.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mestre Ramatís.


Ramatís é um Mestre espiritual, proveniente do sistema estelar de Sírius, onde logrou a libertação do ciclo reencarnatório, vindo para a Terra há mais de 40 mil anos atrás, trazendo consigo conhecimentos ocultos que compuseram a milenar Aumbandhã, em transmigração missionária, acompanhando um grupo de espíritos aqui exilados à época das extintas civilizações da Lemúria e da Atlântida, cuja evolução assumiu o compromisso de acompanhar, e, desde então, vem contribuindo ininterruptamente para a evolução e a conscientização crística da humanidade terrena.
Viveu uma encarnação física na antiga Lemúria, cujos registros se perderam no tempo, sobre a qual não se tem maiores informações.
Ramatís viveu depois encarnado na Atlântida há 28 mil anos, ao tempo de Antúlio de Maha-Ethel, quando pertenceu à classe sacerdotal, na figura do grande filósofo Shy Ramat, integrante de um dos santuários da época, o Templo do Sol e da Paz, onde foi contemporâneo do Espírito que mais tarde seria conhecido sob o pseudônimo de Allan Kardec, o posterior codificador do Espiritismo, que então era profundamente dedicado à matemática e às chamadas ciências positivas.
Foi então um iniciado nos conhecimentos ocultos da Aumbandhã, a Lei Maior Divina, Sabedoria Secreta ou Conhecimento Integral, sistema religioso-filosófico-científico setenário esotérico, cultuado nos Templos da Luz atlantes, trazido de outras constelações do infinito cósmico para contribuir com a evolução da humanidade terrena, e que embasou as filosofias espiritualistas posteriormente formadas, principalmente as filosofias herméticas.
No século XIV a.C, no antigo Egito, Ramatís foi o grão-sacerdote Merí Rá, no reinado do faraó Amenhotep IV (1372 a.C – 1354 a.C), promotor de uma grande reforma religiosa, substituindo as antigas divindades do panteão egípcio pelo culto monoteísta a Aton, o disco solar, tendo mudado seu próprio nome para Akhenaton.
Nessa ocasião, Merí Rá teve a oportunidade de salvar da execução sumária um modesto aguadeiro, que, inadvertidamente, respingou água nas sandálias de uma dama da nobreza egípcia, assumindo para si a sua tutela perante o faraó, e que, mais tarde, reencarnou na figura de seu médium Hercílio Maes.
Posteriormente, em nova passagem pelo Egito, Ramatís teve outro encontro encarnatório com Kardec, que foi então o sacerdote Amenófis, médico e estudioso do “Livro dos Mortos” e dos fenômenos do Além, ao tempo do faraó Merneftá (1225 a.C. – 1215 a.C), filho de Ramsés II.
Segundo o mestre Hilarion de Monte Nebo, e outros sublimes mensageiros espirituais, Ramatís ainda viveu anteriormente na figura de Essen, filho de Moisés e fundador da Fraternidade Essênia, fiel seguidora dos ensinamentos Kobdas; mais tarde, viveu na Hebréia sob a roupagem de Nathan, o grande conselheiro de Salomão.
Na Grécia antiga, por volta do século V a.C, reencarnou como o famoso filósofo Pitágoras de Samos (cerca de 570 a.C – 496 a.C), um possível discípulo de Anaximandro. Supõe-se que tenha visitado o Egito, mais tarde transferindo-se para Crotona, na Magna Grécia (sul da Itália), onde fundou, por volta de 530 a.C, uma comunidade religiosa e política, cujos membros ficaram conhecidos como pitagóricos.
As doutrinas pitagóricas primeiro se desenvolveram no seio dessa comunidade e depois entre os pitagóricos dispersos pela Grécia e no sul da Itália, que acreditavam na transmigração das almas e buscavam praticar um ascetismo purificador.
Pitágoras considerava o número como a essência e o princípio de todas as coisas, introduzindo uma noção de Cosmo que é essencialmente medida e número (harmonia celestial), conceito elaborado numa metafísica que mais tarde influiu decisivamente Platão.
A literatura esotérica considera Pitágoras um alto iniciado nos mistérios egípcios, babilônicos e caldeus, cuja doutrina resumiria os arcanos da natureza em suas teorias matemáticas transcendentes e em sua música das esferas.
Posteriormente, ainda na Grécia antiga, por volta do século IV a.C., época em que se encontravam em ebulição os princípios e teses esposados por Sócrates, mais tarde cultuados por Antístenes, discípulo de Sócrates e mestre de Diógenes, Ramatís novamente reencarnou, agora na figura de conhecido mentor helênico, pregando entre os discípulos ligados entre si por grande afinidade espiritual.
Supõe-se ter sido o próprio Platão, contemporâneo de Antístenes e igualmente discípulo de Sócrates, conforme acreditava Hercílio Maes, segundo revelação de Breno Trautwein, um dos revisores das obras de Ramatís.
Na condição de herdeiro filosófico de Sócrates e trazendo a influência dos pitagóricos, Ramatís, na roupagem carnal de Platão, levantou o problema da verdade, que desemboca no da salvação da própria alma.
Afirmava ele, então, que os objetos da percepção sensível, ou seja, aqueles do mundo físico, acessíveis através dos sentidos humanos, não são verdadeiramente reais, apenas ilusórios; já os objetos do pensamento (os números ideais) são a única realidade, e as coisas sensíveis são apenas seu reflexo; somente deles é que se pode obter um conhecimento certo.
Para Platão, as realidades mais elevadas são os conceitos matemáticos e as idéias de beleza, bondade e justiça, que existem como formas ou arquétipos de um mundo transcendente, cuja forma suprema é o Bem (Deus).
Ele pregava que a alma humana é imortal, purificando-se através de sucessivas existências e, se o pensamento alcança a idéia suprema do Bem, é porque nele se opera a reminiscência de uma vida anterior da alma. A ambição suprema é poder voltar àquele mundo onde as formas podem ser vistas em toda sua indescritível beleza.
Seus ensinamentos buscavam acentuar a consciência do dever, a auto-reflexão, e mostravam tendências nítidas de espiritualizar a vida, em cujo convite incluía-se o cultivo da música, da matemática e da astronomia, pois concluiu pela existência de uma Ordem Superior dominante no Cosmo, ao observar atentamente o deslocamento dos astros.
A literatura esotérica conta que, após a morte de Sócrates, Platão viajou pela Ásia Menor e daí até o Egito, onde se iniciou nos cultos misteriosóficos de Ísis, atingindo o terceiro grau, que lhe conferiu a perfeita lucidez intelectual e a realeza da inteligência sobre a alma e sobre o corpo.
Mais tarde, ao tempo de Jesus de Nazaré, Ramatís reencarnou na figura do conhecido filósofo neoplatônico egípcio, de cultura grega mas de origem judaica, Fílon de Alexandria, também conhecido por Fílon, o Judeu (entre 20–10 a.C. e 50 d.C.), responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria.
Profundamente versado tanto em ciência grega como em judaísmo, teve então influência dos filósofos estóicos, pitagóricos e platônicos, defendendo em suas obras a tese da absoluta transcendência de Deus com relação ao mundo e a idéia da transmigração das almas.
Enquanto Fílon, Ramatís tornou-se especialista em Cabala judaica, e muitas de suas obras da época destinaram-se a explicar o judaísmo a leitores pagãos, sustentando que os filósofos gregos deviam a Moisés algumas de suas idéias fundamentais.
Fílon distinguiu-se na tarefa de sistematizar a interpretação dos documentos religiosos por meio de doutrinas científicas, tendo elaborado um método alegórico de interpretação, que aplicou ao Antigo Testamento.
As doutrinas espiritualistas de Fílon inspiraram em grande parte os gnósticos e os neoplatônicos, e seu pensamento exerceu também extraordinária influência em escritores judeus e cristãos posteriores.
Na roupagem carnal de Fílon de Alexandria, Ramatís pode estar pessoalmente em contato com o Jesus de Nazaré na Palestina, por cuja segurança muito lutou. Nessa ocasião teve a oportunidade de efetuar indagações a Seu respeito a alguns de Seus próprios discípulos daquela época, o que lhe possibilitou mais tarde elaborar a obra “O Sublime Peregrino”, em que trata dos principais fatos da existência do amado Mestre no planeta, trazendo uma idéia mais nítida da realidade de seu Espírito angélico.
Mais tarde, no Espaço, Ramatís filiou-se definitivamente a um grupo de trabalhadores espirituais, cuja insígnia, em linguagem ocidental, ficou conhecida sob a pitoresca denominação de “Templários das Cadeias do Amor”. Trata-se de um agrupamento quase desconhecido nas colônias invisíveis do Além, junto à região Ocidente, e se dedica a trabalhos profundamente ligados à psicologia oriental.
Espírito muito experimentado nas lides reencarnacionistas, Ramatís já se havia distinguido no século IV d.C., tendo participado do ciclo ariano, nos acontecimentos que inspiraram o famoso poema épico hindu “Ramaiana”, onde o feliz casal Rama e Sita simbolizam, de forma iniciática, os princípios masculino e feminino.
Unindo-se Rama e Átis, ou seja, Sita ao inverso, então resulta Ramaatís, como realmente se pronuncia em indochinês. Nessa encarnação, Ramatís foi adepto da tradição de Rama, cultuando os ensinamentos do “Reino de Osíris”, Senhor da Luz, na inteligência das coisas divinas.
Os que lêem as mensagens de Ramatís, e estão familiarizados com o simbolismo do Oriente, nem sabem o que representa o nome “RAMA-TYS” ou “Swami Sri RAMA-TYS”, como era conhecido nos santuários da época. É quase uma “chave”, uma designação de hierarquia ou dinastia espiritual, que explica o emprego de certas expressões que transcendem às próprias formas objetivas.
“Rama” é o nome dado à própria Divindade, o Criador, cuja força criadora emana para as criaturas quando pronunciado corretamente. O nome “Ramatís” é um mantra, que reúne os princípios masculino e feminino contidos em todas as coisas e seres; ao se pronunciar o vocábulo Ramaatís, saúda-se implicitamente o Deus que se encontra no interior de cada ser.
Em sua última encarnação na Terra, Ramatís viveu, no século X na Indochina, no corpo de um menino de cabelos negros como ébano, com pele da cor do cobre claro, e olhos verdes em tom castanho escuro, iluminados de ternura, filho de Tiseuama, uma vestal chinesa fugida de um templo, que desposou um tapeceiro hindu de nome Rama.
Era de inteligência fulgurante e desencarnou bastante moço, com menos de 30 anos de idade, no ano de 933 d.C., em razão de problemas cardíacos. Nessa existência, após certa disciplina iniciática a que se submetera na China, tornando-se um bispo budista sino-indiano, fundou e dirigiu um pequeno templo iniciático na Índia, às margens da estrada principal que se perdia dentro do território chinês.
Como instrutor nesse templo, procurou ele aplicar aos seus discípulos os conhecimentos adquiridos em suas inúmeras vidas anteriores. O templo que Ramatís fundou foi erguido pelas mãos de seus primeiros discípulos e admiradores. Cada pedra de alvenaria recebeu o toque magnético e pessoal de seus futuros iniciados.
Alguns deles estão atualmente reencarnados no planeta e reconhecem o antigo mestre através desse toque misterioso, que não pode ser explicado a contento na linguagem humana; sentem-no, por vezes, e de tal modo, que as lágrimas lhes afloram aos olhos, num longo suspiro de saudade!
Embora nessa existência tenha desencarnado ainda moço, Ramatis pôde aliciar 72 discípulos que, no entanto, após o desaparecimento do mestre, não puderam manter-se à altura do mesmo padrão iniciático original. Eram adeptos provindos de diversas correntes religiosas e espiritualistas do Egito, da Índia, da Grécia, da China e até da Arábia.
Apenas 18 conseguiram envergar a simbólica “túnica azul”, e alcançar o último grau daquele ciclo iniciático; os demais, seja por ingresso tardio, seja por menor capacidade de compreensão espiritual, não alcançaram a plenitude do conhecimento das disciplinas lecionadas pelo mestre.
A não ser 26 adeptos que estão desencarnados, cooperando nos labores da Fraternidade da Cruz e do Triângulo, o restante disseminou-se pelo planeta em diferentes latitudes geográficas: de seus antigos discípulos, dezoito reencarnaram no Brasil, seis nas três Américas, enquanto que os demais se espalharam pela Europa e, principalmente, pela Ásia.
Em virtude de estar a Europa atingindo o final de sua missão civilizadora, alguns dos discípulos lá reencarnados emigrarão para o Brasil, em cujo território, segundo Ramatís, se encarnarão os predecessores da generosa humanidade do terceiro milênio.
Ramatís informou que voltará a reencarnar durante o ciclo do terceiro milênio, e um dos seus objetivos é reunir novamente os seus discípulos, agora dispersos, a fim de que eles se congreguem e façam jus à iniciação completa, para então serem integrados no “Raio” ou faixa mental da Ciência Psíquica do plano cósmico.
No templo que Ramatís fundou na Índia, esses discípulos desenvolveram conhecimentos sobre magnetismo, astrologia, clarividência, psicometria, radiestesia e assuntos quirológicos aliados à fisiologia do “duplo etérico”.
Os mais capacitados lograram êxito e poderes na esfera da fenomenologia mediúnica, dominando os fenômenos da levitação, ubiqüidade, vidência e psicografia de mensagens que os instrutores enviavam para aquele cenáculo de estudos espirituais.
Mas o principal “toque pessoal” que Ramatís desenvolveu em seus discípulos, em virtude do compromisso que assumira para com a Fraternidade do Triângulo, foi o pendor universalista, a vocação fraterna, crística, para com todos os esforços alheios na esfera do espiritualismo.
Atualmente, Ramatís ainda opera como mestre nas tarefas dos teosofistas, conhecido entre estes como Kut Humi (ou Koot Humi, o Mestre K.H.), não se cingindo a uma doutrina ou princípio, buscando incentivar os conceitos de universalidade e integração do homem sob a égide do Cristo, através do Código Moral que é o Evangelho.
Dentro do movimento teosófico, Kut-Humi Lal Singh, junto com o mestre Morya, foi o principal inspirador da Sociedade Teosófica, fundada em 1875 por Helena P. Blavatsky e Cel. Olcott, e é considerado Mestre do Segundo Raio, o do Amor-Sabedoria. Possui numerosos discípulos, se ocupa principalmente da vitalização de algumas das mais importantes correntes filosóficas, e se interessa por organizações filantrópicas.
Sabe-se que Ramatís não vive habitualmente em qualquer colônia espiritual situada no Astral do Brasil, mas vem operando, do plano Astral, há muito tempo. Dada sua evolução, Ramatís já não mais dispõe de sua vestimenta perispiritual astralina, utilizando-se de um corpo intermediário apenas em suas incursões no plano Astral ou quando deseja mostra-se a encarnados videntes.
Conhecedor do trabalho sideral da humanidade terrena, ele vem se esforçando para cooperar na sua evolução, cumprindo o compromisso assumido com a Alta Espiritualidade terrena na instrução espiritual das criaturas, estabelecendo as bases de um pensamento universalista que transpõe conhecimentos ancestrais para os encarnados, sucedâneos da codificação kardequiana.
Em seu trabalho em planos invisíveis, Ramatís atualmente supervisiona as tarefas ligadas aos seus discípulos na Metrópole do Grande Coração, uma colônia espiritual no plano Astral congregada por espíritos com índole universalista. Segundo informações de seus psicógrafos mais recentes, ele participa atualmente de um colegiado no plano Astral de Marte.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

louise hay - voce pode curar sua vida - dublado e legendado


Ha anos atrás ganhei esse livro de uma conhecida VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA, achei interessante e realmente me ajudou em muitas coisas, comecei a enxergar muito do que eu não via...e hoje vendo esse vídeo entendi que ainda preciso voltar lá trás...onde tudo começou. O poder do pensamento, seja positivo ou não, funciona. Então precisamos tomar muito cuidado com o que queremos... desejamos...ou falamos. Porque o universo com certeza nos enviará.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Amo corujas.


Por que a coruja é considerada o símbolo de sabedoria?
Essa influência vem em grande parte da mitologia grega, tanto que Atena, deusa da guerra e da sabedoria, possuía justamente uma coruja como mascote. Para os gregos a noite era considerada como o momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual e a coruja, por ser uma ave de hábitos noturnos, acabou representando essa busca pelo saber. Existe ainda uma outra explicação para tal relação, da qual, certamente, o animal não se orgulharia tanto. Com seus olhos grandes e desproporcionais, a coruja se tornou também símbolo da feiúra. Numa língua nórdica antiga, ela era chamada de ugla, palavra que imitava o som emitido pela ave e que daria origem ao termo ugly, "feio" em inglês. "Assim, a coruja segue o estereótipo do sábio, que geralmente é tido como alguém mais preocupado com as divagações interiores que com a aparência externa", diz o helenista (estudioso da civilização grega) Antônio Medina Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP). Mas não foi em todas as culturas que o animal se transformou em símbolo de inteligência.
No Império Romano, por exemplo, a ave era considerada agourenta e seu canto anunciaria a proximidade da morte. Além disso, outros animais também foram usados em civilizações diferentes para representar a sabedoria, como o salmão para os celtas, e a tartaruga para os chineses .
Animais noturnos tem fascinado por muito tempo a humanidade, tão múltiplas lendas, folclore e mitologia surgiram ao longo do tempo sobre estas criaturas, incluindo a coruja. Vai desde o dia da antiga Grécia e romanos folclore indígena americano da América do Norte. Como as pessoas têm migrado para outros países das metrópoles, têm realizado suas lendas com eles e essas histórias se tornaram subplanted na nova cultura. As histórias passadas oralmente de uma geração para outra, que encontrou seu caminho em formas de escrita dos historiadores, que buscam preservar estes contos populares para as gerações vindouras.
A coruja é uma ave misteriosa, o sentimento de dia e ativo durante a noite. Sua assombrando "buzinas" são freqüentemente ouvidas através do silêncio de uma noite como a única evidência da sua presença. Estes vôos são geralmente rápida e silenciosa como eles atacam com precisão mortal sobre o que sempre jogo sua visão aguçada, como observado. A rusga rápido e, em seguida, no ar para aproveitar a presa em um lugar alto, acima do solo. O movimento giratório peculiar de suas cabeças ea grandeza de seus olhos há muito tempo deu às pessoas a sensação de estar sendo observado e estudado e em todos os ângulos. Não foi até os tempos modernos que foi percebido que as corujas não podia virar completamente a cabeça em uma rotação completa, mas os movimentos laterais são tão rápido e não detectado que os equívocos de uma volta de 360 graus era impossível.
Seu vôo silencioso também lhes rendeu o estigma de ser o prenúncio de morte entre algumas culturas. A sua postura serena e composta lhes deu o estatuto de sabedoria em outras culturas. O homem tem muitas qualidades atribuídas às corujas que são de natureza mística e mítica na capacidade que realmente não têm nada a ver com hábitos naturais do pássaro, mas deu um charme especial às corujas para o homem.
A história da lenda da coruja pode ser rastreada até quase pré-história.
Os gregos eram grandes crentes de um universo místico em que os seus deuses e criaturas da Terra assumiu grande importância. Uma das divindades mais reverenciados na história grega é a deusa Athena, ou também conhecida como Palas Atena.
Atenas, a cidade nomeado para a deusa, simbolizada como se tornou um com Athena e expressões foram dadas forma de fazer referência a esta como "tendo corujas para Atenas" ou "lá vai uma coruja". Estes poderiam ser previstas como declarações de vitória ou previsões de morte iminente, dependendo de como os termos foram usados.
Os romanos, embora muito semelhantes aos gregos na prática de suas crenças e ideologia, desenvolveram suas próprias lendas dos orixás e corujas. Eles também "emprestado" de Cultura do Oriente Médio, como a crença hindu de Manus como o primeiro homem e pai de todos os seres humanos. A partir da combinação dos dois veio a deusa Minerva. Minerva representou profecia e sabedoria. Conforme o tempo avançava, ela perdeu o símbolo da lua e foi dado um dos coruja, assim, a coruja foi associado com o aspecto de sabedoria.
Os celtas tinham seu simbolismo de corujas também.
Parece que não importa o país ou nação de que se pode ler sobre o que existe algo sobre as corujas se as aves que existem dentro do clima. Antes do conhecimento e da ciência foi tão completamente avançada, as pessoas tinham de tirar suas próprias conclusões de porque as coisas eram do jeito que estavam. Talvez poderia ser rotulado como ignorância ou simplesmente a inexistência de qualquer outra forma de saber, então, a imaginação do homem, coisa fértil e vasto que é, formavam estas histórias que deram uma razão para as coisas que viu e conheceu.
Quando os primeiros imigrantes chegaram ao continente norte-americanos, trouxeram com eles seu próprio folclore, mas logo eles encontraram um conjunto completamente diferente das histórias do povo indígena já está lá, o índio americano. Para as centenas de tribos diferentes dessas pessoas, havia todas as histórias semelhantes, mas a Cherokee tinha suas próprias versões que já se infiltrou com as lendas celtas de corujas. Uma grande quantidade de ascendência escocesa e irlandesa povoado nas montanhas do Tennessee, Geórgia e Carolina do Norte. Essas pessoas eram freqüentemente chamados de "caipiras", porque da sua escolha de viver na montanha íngreme e encostas e raspou uma vida precária fora do solo rochoso, portanto, a referência ao "bode". Muitos deles acreditam que se uma coruja veio a sua janela para três noites em uma fileira que era um aviso de morte. Se o sal para o fogo não o silêncio da ave, então a morte era inevitável. Os índios e brancos todos deram credibilidade a essa superstição.
Como o tempo iria provar como os Estados Unidos se tornou o lar de mais e mais diferentes culturas, assim como as lendas variadas da coruja.
Bem eu como sou apaixonada pelas corujas, prefiro ve-las como simbolo de sabedoria, mesmo sendo apaixonada por todas essas histórias.
                                                                   

As Bruxas - Documentário Completo (Dublado)


     Devemos procurar saber ou conhecer sobre o tema "BRUXAS" antes de fazer qualquer comentário. Não uso o termo JULGAMENTO, porque não somos ninguém para fazer isso...somos filhos da mesma LUZ...TODOS!!!
                                                            Beijos.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Os manuscritos do Mar Morto.



“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices [...] são mais desejáveis do que ouro, [...] em os guardar há grande recompensa [...] Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata” (Salmo 19.7,10-11; Salmo 119.72).

Muhammad estava agitado e inquieto. Sua cabra travessa tinha sumido. Ao vaguear sem rumo longe de seu rebanho e de seus amigos, o beduíno chegou a uma caverna que ficava em posição elevada e dava frente para a costa noroeste do Mar Morto. Por pensar que o animal desgarrado tivesse se perdido dentro da caverna, o beduíno começou a jogar pedras pela entrada da gruta a fim de fazê-lo sair lá de dentro. Quando ele ouviu o ruído das pedras que batiam em peças de cerâmica, ficou intrigado. Será que lá dentro da caverna poderia haver um tesouro escondido? Com toda a empolgação, ele correu até a entrada da caverna, porém, no interior dela não encontrou ouro, nem prata, apenas jarros grandes e antigos ao longo das paredes, os quais continham rolos de pergaminhos despedaçados. Ele pensou: “pelo menos os pergaminhos de couro vão servir para fazer correias e tiras de sandálias”. Lamentavelmente, Muhammad não conseguiu perceber a real importância daquele momento. A teimosia de sua cabra o levara àquela que pode ser considerada, nos tempos modernos, a maior descoberta de manuscritos: uma incalculável reserva entesourada da Palavra escrita – os Manuscritos do Mar Morto.
Beduínos não marcam o tempo como os ocidentais, mas assemelham-se aos seus antepassados; sua concepção de tempo e momento está relacionada com outros acontecimentos. Assim, não se pode datar essa descoberta com precisão. Após uma revisão, a nova data para a descoberta do primeiro rolo de manuscritos é a de 1935 ou 1936. A partir de então até o ano de 1956, muitos outros manuscritos foram achados. Acredita-se que esses manuscritos sejam de datas diferentes, as quais variam do século III a.C. até o século I d.C. A maior parte deles foi descoberta em cavernas de formação calcária em Qumran, situadas exatamente a noroeste do Mar Morto. A maioria dos pergaminhos é escrita em hebraico; o restante deles é escrito em aramaico e grego. Foram achados mais de 900 documentos, que correspondem a 350 obras distintas em suas múltiplas cópias. Muitos dos escritos bíblicos e extrabíblicos estão representados em pequeníssimos fragmentos. Só em uma caverna foram encontrados 520 textos, na forma de 15 mil fragmentos. Como se pode imaginar, juntar todos esses pedaços de pergaminho na sua respectiva posição para que se faça a tradução tem se constituído numa tarefa gigantesca.
A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto confirma aquilo que as pessoas que crêem na Bíblia sempre souberam, ou seja, que a Bíblia, tal qual a temos na atualidade, é um texto que passa nos testes de fidedignidade. Apesar dos ataques contra a Bíblia, a Palavra de Deus permanece para sempre: “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam” (2 Samuel 22.31).
Sempre houve pessoas que questionaram a confiabilidade das Escrituras. Uma vez que o texto foi copiado e re-copiado ao longo dos séculos, os críticos alegam que é impossível saber-se com certeza o que os escritores bíblicos escreveram ou queriam dizer originalmente. Os Manuscritos do Mar Morto invalidam tal hipótese ou suposição no que se refere ao Antigo Testamento. Foram achadas entre 223 e 233 cópias das Escrituras Hebraicas, as quais foram comparadas com o texto atual. O único livro do Antigo Testamento que não foi encontrado nessa descoberta é o livro de Ester. É possível que ele esteja oculto numa caverna ainda não identificada de algum lugar isolado.
Antes dessa descoberta, os manuscritos mais antigos das Escrituras Hebraicas datavam do século IX d.C. ao século XI d.C. Tais manuscritos constituem aquele que é chamado de Texto Massorético, termo este originado da palavra hebraica masorah que significa “tradição”. Os escribas judeus de Tiberíades, denominados massoretas, procuraram meticulosamente padronizar o texto hebraico e sua pronúncia; a obra que realizaram ainda é considerada uma referência confiável nos dias de hoje. Os manuscritos de Qumran são, no mínimo, mil anos mais antigos que o Texto Massorético. Na realidade, esses manuscritos são até mesmo mais antigos que a Septuaginta, uma tradução grega do Antigo Testamento elaborada no Egito durante o período de 300 a 200 a.C.

                                             Vasos encontrados em Qumran.

Comparações minuciosas têm sido feitas entre o Texto Massorético e os Manuscritos do Mar Morto. Encontraram-se diferenças insignificantes de ortografia e gramática. Os críticos e céticos em relação à Bíblia ficaram surpresos quanto à maneira pela qual o texto daqueles manuscritos se assemelha ao texto atual. Eles não encontraram nenhuma objeção evidente às principais doutrinas das Escrituras Sagradas. A parte bíblica da literatura descoberta em Qumran confirma o estilo de expressão verbal e o significado do Antigo Testamento que temos em nossas mãos na atualidade: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (João 5.39).
Além das cópias das Escrituras do Antigo Testamento, as cavernas do Mar Morto também nos proporcionaram outras obras escritas. Esses documentos descrevem o estilo de vida e as crenças da misteriosa comunidade que viveu na região de Qumran. Embora não sejam escritos bíblicos, são registros valiosos que possibilitam a compreensão do contexto de vida e da cultura na época do Novo Testamento. Infelizmente os estudiosos dão mais atenção a essas obras de menor relevância do que às Escrituras, ainda que os textos bíblicos sejam mais importantes para os problemas da vida, pois o legítimo plano de Deus para a redenção da humanidade só se encontra no texto da Bíblia.
Uma Exatidão Maravilhosa
O grande rolo de Isaías, encontrado quase intacto em Qumran



O Manuscrito do Livro [i.e., rolo] de Isaías encontrado na caverna 1 da região de Qumran oferece um sensacional exemplo da transmissão exata do texto na tradução. Acredita-se que esse extraordinário manuscrito date de cem anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Foi um manuscrito semelhante a esse que Jesus utilizou na sinagoga da aldeia de Nazaré, quando leu a seguinte passagem das Escrituras: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres” (Lucas 4.18; Isaías 61.1). Ele continuou a leitura até determinado ponto. Em seguida, devolveu o livro [i.e., rolo] ao assistente da sinagoga e se sentou. Enquanto todos tinham os olhos fitos em Jesus, Ele declarou que aquela porção das Escrituras acabara de se cumprir diante dos ouvintes. Dessa forma, Jesus afirmou claramente ser Ele mesmo o Messias de Deus, vindo ao mundo para conceder a salvação a todo aquele que O receber.
A mesma passagem bíblica traduzida diretamente a partir do Manuscrito do Livro de Isaías descoberto em Qumran (o qual é cerca de mil anos mais antigo do que o manuscrito hebraico [i.e., o Texto Massorético] no qual se basearam as outras traduções), é praticamente idêntica: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque YHVH [N. do T., o tetragrama sagrado em hebraico que se refere ao nome supremo de Deus: Yahveh ou Javé] me ungiu para pregar as boas novas aos quebrantados”. A integridade da reivindicação de Cristo, conforme está escrita em nossas Bíblias, se confirma.
É fascinante que os manuscritos achados com mais freqüência em Qumran, sejam completos, sejam na forma de pequenos fragmentos, referem-se aos mesmos livros da Bíblia geralmente citados no Novo Testamento: Deuteronômio, Isaías e Salmos. Tal fato desperta um interesse ainda maior à luz das próprias palavras de Jesus concernentes às Escrituras Hebraicas:
“A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lucas 24.44).
Muitos outros exemplos poderiam ser citados. O fato principal acerca da Bíblia e desses rolos de manuscritos resume-se naquilo que um grande expositor das Escrituras, o inglês G. Campbell Morgan (1863-1945), certa feita compartilhou: “Não existe vida nas Escrituras em si mesmas, porém, se seguirmos a direção para onde as Escrituras nos levam, elas nos conduzirão até Ele e assim encontraremos a vida, não nas Escrituras, mas nEle através delas”.[1]
“Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is 40.8).
Infindáveis argumentações e debates têm surgido acerca desses manuscritos. Contudo, os crentes em Cristo podem estar certos de que tais manuscritos bíblicos antigos ratificam, apóiam e dão credibilidade à Bíblia que temos nos dias de hoje. A Palavra de Deus continua a ser a única fonte legítima da fé e da doutrina para todo aquele que busca recompensa eterna.
“São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa” (Salmo 19.10-11).
Sendo assim, pobre Muhammad! Ele tinha esperança de encontrar os tesouros deste mundo, mas achou apenas pergaminhos despedaçados que só prestavam para fazer correias de sandálias! Lamentavelmente o lucro deste mundo é uma prioridade que absorve a pessoa completamente. O mundo considera as Escrituras Sagradas como algo sem valor; ou com alguma utilidade, de vez em quando, para serem citadas como “palavras da boca pra fora”, mas nunca para serem aceitas pela fé e praticadas. Todavia, nós, os salvos em Cristo, temos um conhecimento mais apurado. Temos conhecimento suficiente para não desprezar o tesouro verdadeiro e incalculável que só pode ser descoberto quando se faz uma escavação no solo da Palavra de Deus:
“E, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus” (Provérbios 2.3-5). (Peter Colón - Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)
A Mais Antiga das Antigüidades
A cópia mais antiga das Escrituras do Antigo Testamento conhecida até o dia de hoje foi descoberta em 1979. São dois minúsculos rolos de manuscritos feitos de prata, que eram usados como talismãs e foram descobertos dentro de um túmulo em Jerusalém. O texto de sua inscrição foi cunhado em hebraico antigo. O manuscrito, surpreendentemente, continha uma citação da benção sacerdotal registrada em Números 6.24-26:
“O Senhor te abençoe e te guarde;o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz”.
A inscrição data do século VII a.C., por volta da época do templo de Salomão e do profeta Jeremias. Portanto, esses versículos, provenientes do quarto livro da Torah [i.e., do Pentateuco], são cerca de 400 anos mais antigos do que os Manuscritos do Mar Morto.
Nota:
Citado na obra de Leon Morris, The Gospel According to John, Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1971, p. 331, nota 116.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 2007.
               


Os essênios.


Após a descoberta dos documentos do Mar Morto, na região de Khirbet Qumran, no Estado de Israel, confirmaram-se muitas afirmações de historiadores do inicio da era cristã.
Hoje, os escritores originais da comunidade Essência, contendo as suas leis, cânticos, hábitos e normas de vida, comprovam o que sempre foi posto em dúvida e mereceu pouco crédito por parte de cientistas e religiosos.
A partir do ano de 1974, e prosseguindo até os nossos dias, as pesquisas se desenvolvem e já é bastante grande a literatura que trata dessa rara e ocasional descoberta, ocorrida quando m jovem beduíno na captura de uma cabritinha que se havia descarregado do rebanho, penetrou em uma região, encontrando, ali vasos que continham informações sobre aquele povo.
Em nosso idioma há pouca disponibilidade de livros, entretanto, se buscarmos literatura estrangeira, ela existe em abundância.
Fácil, portanto, concluir que este pequeno informativo sobre os Essênios, dá apenas idéia geral sobre a vida dessa gente e procura despertar o interesse para que se conheça um pouco mais sobre ela.
A razão principal, porém, deste lançamento, é atender ás pessoas que nos visitam ou têm contato com o nosso agrupamento religioso e demonstram curiosidade em saber quem são, ou quem foram, os Essênios.
1 – QUANDO SURGIRAM OS ESSÊNIOS
Estamos na Palestina.
Na terra dos Profetas, entre o primeiro século antes do Cristo e o primeiro século após o Cristo, operam-se grandes movimentos religiosos.
Agrupamentos diversos nascem da massa popular.
Encontram-se ai os zelotes, sicários, galileus, nazarenos, batistas, levitas e outros
 grupos que nasciam por força de suas aspirações religiosas.
Entre esses, um outro grupo do qual já se tinha referência muito antiga, desde o lendário Egito, floresce ás margens do Mar Morto, próximo de Jericó.
São os Essênios.
Entre os anos 150 a.C. e 70 d.C, aproximadamente, os Essênios foram bem identificados, uma vez que viviam isolados das demais comunidades, afastados da opulência de Jerusalém.
Preferiam o deserto da Judéia.
Ficaram poucos conhecidos, até o encontro dos documentos do QUNRAM, no Mar Morto, a partir de 1974.
As ruínas de cinco mosteiros no deserto da Judéia são o marco de sua existência em passado distante, além de outros mosteiros dispersos por diversas regiões na Samaria e Galiléia.
2 – NOTICIAS HISTÓRICAS
Alguns historiadores famosos falam sobre os Essênios.
Entre eles, destacam-se Filon de Alexandria:
Os Essênios são como santos que habitam e muitas aldeias e vilas da Palestina. Não se unem por clã familiar ou por raça, mas sim por meio de associações voluntários, formadas com intuito de melhor praticar a virtude e o amor entre as criaturas humanas.
Nas suas casas jamais se houve grito ou tumulto. Cada um, quando fala, cede a palavra ao outro. Este silêncio causa grande impressão ao visitante.
Sabem eles moderar a cólera e conservar o equilíbrio. Cumprem a palavra e sustentam a paz. O que dizem vale do que um juramento um sacrilégio, porque só precisa jurar quem é mentiroso.
Os que entram para a comunidade se comprometem a não prejudicar ninguém; ser fiel com todos, especialmente com os que tem poder, uma vez que ninguém ocupa cargos sem que seja pela vontade de Deus.
Vivem muitos anos alcançando facilmente os cem, possivelmente pela regularidade de vida.
 Suportam a dor, fazendo-se fortes contra ela. Sabem que o corpo é perecível, mas que a alma é imortal, vivendo ela no éter, de onde é atraída para se ligar aos corpos como se estes fossem prisões. Separadas da carne, libertam-se e elevam-se.
Muitos conseguem prever o futuro e é raro que se enganem nas previsões.
Muitos não se casam, porque acreditam que matrimônio é impedimento à vida simples.
 Outros, porém, afirmam que os que não se casam recusam a melhor parte da vida, que é a propagação da espécie.
A opinião do povo a respeito deles são pessoas irrepreensíveis e excelentes.
3 – ALIANÇA COM DEUS
Os Essênios não concordavam com os doutores das leis, que lideravam no templo de Salomão, quando ao sacrifício nas oferendas no altar da raça.
Preferiam os rituais do batismo e o respeito aos alimentos, que purificavam e comiam sempre  em lugar especial.
Serviam o pão e o vinho, embora ocasionalmente comessem carne.
A cadeira principal deixavam sempre vazia.
Reservaram-se, à espera do Messias.
Eles eram pacíficos.
Seus bens eram postos em comum e exigiam unidade doutrinária.
Só falavam de uma espécie de guerra: a dos filhos da Luz contra os filhos das Trevas, ambos muitos fortes, empenhando-se em luta constante que se trava no interior de cada criatura.
Embora descendentes dos hebreus, desligaram-se das festas tradicionais do judaísmo, como a da Páscoa, dos tabernáculos e outras mais. Transformaram a sua vida em vivência litúrgica e não de detinham em inutilidades.
Viviam numa simplicidade muito rara entre as pessoas, em todas as épocas.
A idéia da Aliança com Deus é profunda e rica entre os Essênios, sendo, como realmente é, o centro de toda Bíblia, porém no seu aspecto mais rico, ou seja, a Aliança como expressão de amor.
4 – ORDENS E AFIRMAÇÕES
Podemos encontrar os Essênios em duas diferentes ordens: uma de vida monástica, junto ao Mar Morto, e outra dispersa por toda a Palestina, Ásia e Alexandria, formando grupos de dez filiados, cada um com um dirigente.
Os grupos próximos, têm alguma interdependência, chegando a somar cinqüenta ou cem.
No campo religioso, eles representaram o não conformismo típico que combina uma inquietude interior com disciplina quase fanática. São comparados aos primeiros cristãos.
O Rei da Prússia, escrevendo a Voltaire, afirma: “Jesus foi um Essênio”.
Gratz, em sua obra, afirma: “João Batista, era Essênio”.
Edmundo Wilson, jornalista do New York Times, em série de reportagens sobre os documentos encontrados em 1947, no Mar Morto, escreve: “O Convento, esse prédio de pedras, junto ás águas amargas do Mar Morto, com seu forno, tinteiros e piscinas sacras, túmulos, é, talvez, mais do que Belém e Nazaré, o berço do cristianismo”
5 - PRINCÍPIOS
Os Essênios ensinam a piedade, santidade, vida familiar e vida civil.
Ensinam a não jurar e não mentir.
Crêem que o homem é a causa de todo bem e de nenhum mal.
O amor da virtude compreende desprendimento da riqueza e estabilidade de tudo o que assegure bons costumes.
O amor aos homens exige benevolência, igualdade e concórdia
Ninguém possuí uma casa que não possa ser comum.
As vestes podem ser usadas por todos; o alimento para é igual.
Os doentes sem recursos não ficam sem cuidados. Eles têm, em comum, o que é necessário para tratá-los.
Respeitam os velhos e deles cuidam com suas próprias mãos, como filhos gratos, ainda mesmo quando não sejam seus próprios pais.
Habitam em aldeias, evitando as cidades pelas injustiças a que seus habitantes estão acostumados.
Alguns trabalham na terra e outros nas artes, tornando-se úteis a si e aos seus vizinhos.
 Não se preocupam em ajuntar prata em ouro, nem grandes parcelas de terra para aumentar os seus ganhos, contendendo-se com o que lhes forneça o necessário para a vida.
Consideram grande abundância o Ter-se poucos desejos e fáceis de serem satisfeitos.
Não há entre eles fabricantes de armas de guerra.
Entre eles não há escravos; todos são livres; uns já ajudam os outros. Condenam a escravidão, não apenas porque destrói a igualdade, mas porque atenta contra o direito da natureza que, como boa mãe, faz os homens irmãos, não apenas de nome, mas na realidade.
Desprezam a lógica e as palavras complicadas como inutilidades para adquirir virtudes. Preocupam-se, no entanto, com a física e com a astronomia, quando estas ensinam a existência de Deus e a origem do Universo.
Tem grande cuidado com a moral, tomando como guia as leis dos antepassados.
Nos fins de semana estudam muito.
Um lê livros e o outro, entre os mais preparados, explica aquilo que não foi facilmente compreensível, dada à simbologia usada nos ensinamentos.
6 – ORGANIZAÇÃO
Os Essênios renovam no deserto de Judá, a experiência vital da antiga peregrinação israelita nas planícies do Sinai. Sua vida confirma o profeta Isaias(40.3): VOZ QUE CLAMA, NO DESERTO, PREPAREI O CAMINHO DE SENHOR.
Entre eles estaria João, o Batista.
Historiadores da época se referem aos Essênios:
Eles se parecem com monges, estão sempre vestidos de branco, com franjas azuis.
Suas ocupações são de índole prevalentemente espiritual, sempre com vistas à pureza pessoal.
e ao trabalho com Deus pelas comunidades.
Usam o Pentateuco (O Livro Sagrado) como base, o qual utilizam com muito respeito. Afastam-se do mal e unem-se no Torá (O Livro) e nos bens.
Obrigam-se, por compromisso solene, e avançar no conhecimento.
Eles são destaques aos Instrutores, mais exigem que estes sejam, igualmente, superiores nos costumes e nos exemplos. Que pratiquem a Justiça, a Verdade, o Direito, cultivando ânimo afável e modéstia.
Que se mantenham de espírito contrito, expiando as próprias faltas, pela prática da justiça.
O poder do Instrutor independente de preparação cultural. Assim, se não dor capaz de ensinar exemplificando, qualquer leigo poderá desempenhar as suas funções.
Relatos mediúnicos admitem que a titulação – Essênios – seria derivada de Essen, filho adotivo de Moisés, a quem o legislador entregou o seu acervo para “continuidade da tarefa.” Quanto ao fundador da comunidade, sabe-se apenas que era conhecido por “Mestre da Justiça”.
7 – O MESSIAS
Antes dos manuscritos do Mar Morto serem encontrados, dizia-se que todo povo judeu aguardava o Deus exclusivo da Palestina. Contudo, após as revelações dos manuscritos, soube-se que foi entre leis judeus Essênios que, pela primeira vez, se ouvira falar na vinda do Messias Universal, que será Rei, mas que todas as nações desfrutarão.
O cristianismo, nascido nesse período essênico, sofreu as influências dessa época. Está patente, portanto, que os Essênios foram ao que mais participaram na formação dessa doutrina, o que pode ser visto pela sua conduta e também pelas instruções que eram os que mais se assemelhavam àquelas ensinadas por Jesus.
Os Essênios se espalhavam, também, por toda parte, mesmo sem pertencer aos grupos definidos, afiliados apenas por costumes e religiosidade.
O tema central Essênio dói sempre a Aliança, vivendo com profundidade a gratidão. Sentem a manifestação de Deus, não somente a propósito deles, mas de todos os homens do mundo.
Poucos respeitam tanto a Aliança com Deus, como os homens destes grupos.
8 – ORIGEM DOS CRISTÃOS
Hempel, 1951, escreveu: Esclarecida a origem dos cristãos. O cristianismo é apenas Essênio. Essênio ou cristão, dá no mesmo.
Na terminologia, usos e costumes, característicos, notam-se grandes semelhanças entre cristãos e Essênios.
Eis algumas:
Jesus criticava os fariseus, igualmente como fazia João, o Batista, e os Essênios. A maneira de expressão de João, o Evangelista, André, Pedro, Natanael, era a forma comum entre os Essênios.
Os Essênios pregavam a mansidão e a humildade, para serem agradáveis a Deus
Foram essa, igualmente, lições e exemplos dados por Jesus.
Os Essênios ensinavam o amor ao próximo como a si mesmo. Jesus tratou o amor como fundamento entre as criaturas.
Os Essênios pregaram o “espírito da verdade” e a “vida eterna”. Foram estas também palavras de Jesus.
Os Essênios falaram de um fundamento que não seria abalado. Jesus chamou a Pedro de rocha que não seria abalada.
Os Essênios têm os hinos das “Bem Aventuranças”, a idéia central usada por Jesus no Sermão do Monte.
Os Essênios se definem como membros da Aliança, igualmente como se definiam os discípulos de Jesus. No Qumran, onde viviam os Essênios, o conselho era formado por doze membros, como doze foram os Apóstolos. A divisão do pão e do Vinho pelo Superior, à hora da refeição, nos lembra Jesus.
Punham seus bens em comum. Assim também ensinou Jesus quando desse ao jovem que o procurou: “Se queres ser perfeito, vai, vende todas as tuas coisas e segue-me.”
Jesus manteve o costume do batismo, prática normal entre os Essênios.
Ambos, Essênios e cristãos, respiram o mesmo clima de uma única matriz.
Toda história de Israel, sua evolução religiosa, é a base do Novo Testamento. São derivados do mesmo tronco.
Podemos afirmar, com toda segurança, que os Essênios prepararam o terreno para a sementeira e desenvolvimento do cristianismo. Assim, a gratidão dos cristãos é por terem eles facilitado o caminho.
Observa-se, agora, que os que quiseram ser os filhos da Luz, e viver como tal, se apagaram quando chegou Aquele que é a Luz Verdadeira, embora sem o terem, talvez, assim reconhecido. Porém, mesmo depois que Jesus inaugurou no Calvário a era de redenção, ainda por quarenta anos o vento carregou as orações dessa comunidade.
Invadidos um dia pelas Legiões Romanas, apressadamente os Essênios esconderam nas fendas e nas grutas da região montanhosa, os seus escritos. Foram eles, nessa invasão, mortos ou dispersos, para não mais voltar às suas comunidades de trabalho e oração, que agora, descoberta, põem nova luz na história das religiões.
Tinham, porem, já cumprindo a vocação, segundo Isaias: “No deserto, preparei os caminhos do Senhor’.
9 – RELATOS MEDIÚNICOS
Afirmam os Espíritos que atualmente, no plano imaterial, a comunidade Essência teria sua sede no Monte Nebo, sob o comando de Hilarion, tendo como atividade principal o estudo e divulgação do Evangelho, para testemunhos permanentes.
No Brasil, trabalhariam em conjunto com Ismael, a fim de sedimentaram na terra do Cruzeiro, após muito esforço, renúncias e sacrifícios, o coração do mundo, para ser Pátria do Evangelho.
O nome desta instituição, Centro Kardecista “Os Essênios”, é, portanto, modesta homenagem a esses nossos irmãos que nos antecederam na cronologia da história
Dos homens e a quem tanto devemos para prosseguir no estudo, entendimento e vivência das lições do Mestre Jesus, Este sim, o verdadeiro Caminho, Verdade e Vida.
                                           &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

                                         Por: Edgard Armond.  (complemento)

Quando o Governador Planetário encarnou como Jesus de Nazaré, para sua imortal missão sacrificial outros Espíritos, devidamente qualificados, desceram também para auxiliá-lo e preparar-lhe os caminhos. Assim, os auxiliares, os discípulos, os apóstolos ...
Uma das mais marcantes dessas tarefas coube à Fraternidade dos Essênios, que o amparou desde jovem até os últimos instantes de sua tarefa redentora.
João Batista era essênio e, quando desceu para as margens do Alto Jordão, vindo do Mosteiro do Monte Hermon, na Fenícia, para dar cumprimento à sua tarefa de Precursor do Messias, fê-lo atendendo ordens que de há muito aguardava, esperando a sua vez.
Detentores, há séculos, das tradições de sabedoria herdadas dos antepassados, conservavam os essênios, em seus mosteiros nas montanhas palestinas, fenícias e árabes, arquivos preciosos e conhecimentos relacionados com o passado da humanidade; e assim como a Fraternidade dos Profetas Brancos, na legendária Atlântida, apoiou os Missionários Anfion e Antúlio, que ali encarnaram, e a Fraternidade Kobda apoiou os que difundiram as verdades espirituais no Egito e na Mesopotâmia, assim, eles, os Essênios, apoiaram a Jesus, na Palestina.
Conquanto menos numerosos, segundo parecia, seu número entretanto não era conhecido com exatidão e, se muito reduzida era sua influência nas rodas do Governo, muito profunda e ampla era a que exercia no seio do povo humilde, em toda Palestina, onde eram considerados sábios e santos, possuidores de altos poderes espirituais.
Viviam afastados do mundo, como anacoretas, em mosteiros e grutas nos alcantilados circunvizinhos, porque discordavam dos rumos que o clero judaico imprimira aos ensinamentos mosaicos dos quais eles, os essênios, eram os herdeiros diretos e possuíam arquivos autênticos e fiéis.
Segundo eles, as virtudes e a conduta reta dependiam da continência e do domínio das paixões inferiores. Abstinham-se do casamento e adotavam crianças órfãs como filhos. Viviam em comunidades, desprezando as riquezas, as posições e os bens do mundo. Exigiam a reversão dos bens pessoais à Ordem, por parte dos que desejavam ingressar nela.
Vestiam túnicas brancas ou escuras e quando viajavam não carregavam bagagem nem alforjes, roupas ou objetos de uso porque, por todos os lugares por onde andassem, encontrariam acolhimento por parte de membros da Ordem. Esta exigia que em todas as vilas e cidades houvesse um membro da Ordem denominado "O Hospitaleiro", que providenciava a hospedagem dos itinerantes, provendo-os do necessário. Havia cidades como por exemplo, Jericó, onde grande parte da população pobre e de classe média era filiada a essa Fraternidade.
Os essênios entregavam-se francamente e com a máxima dedicação à prática da caridade ao próximo, mantendo hospitais, abrigos, leprosários, etc., assistindo os necessitados em seus próprios lares, adotando crianças, como já dissemos, mantendo orfanatos, no que, pode-se dizer, agiam como precursores dos futuros cristãos dos primeiros tempos.
Na comunidade, trabalhavam ativamente em suas respectivas profissões e tinham pautas de trabalho a executar periodicamente, fora ou dentro das organizações da Ordem, em bem do próximo.
Não comiam carne, não tinham vícios e viviam sobriamente. Os que revelavam dificuldades psíquicas eram separados para o exercício do intercâmbio com o mundo espiritual e ao exercício da medicina, empreendendo estudos adequados e viajando diariamente por muitos lugares, sob a designação de terapeutas, em cuja qualidade consolavam os famintos, curavam os doentes, espalhando as luzes das verdades espirituais e as práticas do atendimento contra obsessores, como hoje em dia são popularizadas pelo Espiritismo.
Entre eles havia uma hierarquia altamente respeitada, baseada no saber, na idade e nas virtudes morais, cuja aquisição era obrigatória para todos os filiados à Ordem.
No primeiro ano da iniciação, os aprendizes eram proibidos de praticar suas regras na vida exterior, no lar ou na sociedade a que pertenciam; ao fim desse primeiro ano começavam a tomar parte em alguns atos coletivos, exceto as releições em comum, às quais só poderiam comparecer dois anos mais tarde, após darem garantias seguras sobre a pureza e a retidão de suas ações, seu Espírito de tolerância e sua castidade probatória. No ato da aceitação assumiam o compromisso de servir a Deus, observar a justiça entre os homens e jamais prejudicar o próximo sob qualquer pretexto; apoiar firmemente os que observavam as leis e de agir sempre com boa fé e bondade, sobretudo em relação aos dependentes e servos, "porque o poder"-- diziam eles -- "vem somente de Deus". Ao desempenharem qualquer cargo de autoridade, deviam exercê-lo sem arrogância e orgulho e jamais tentar distinguir-se dos outros pela ostentação de riqueza, ornamentos e vestuários; amar a verdade e jamais criticar ou acusar alguém, mesmo sob ameaça de morte.
Para julgar uma transgressão grave exigiam a reunião de, pelo menos, cem membros adultos, porque a condenação implicava na eliminação das fileiras da Ordem, à qual o faltoso só podia volver após duras e longas expiações e purificações físicas e morais.
Na hierarquia espiritual, após o nome de Deus, o de Moisés era o que merecia maior veneração.
No terreno filosófico ensinavam que o corpo orgânico era destrutível e a matéria transformável e perecível, enquanto as almas eram individuais, imortais e indestrutíveis, por serem parcelas infinitesimais do Deus Criador e uniam-se aos corpos como prisioneiras, por meio de uma substância fluídica, oriunda da vida universal, que constituía a vida do próprio ser (perispírito).
Após a morte, as almas piedosas habitariam esferas felizes, enquanto as ímpias eram relegadas a regiões infernais.
Como se vê, difundiam ensinamentos concordantes com a tradição espiritual que vinha de milênios e em muito pouco diferiam daquilo que se ensina hoje nas comunidades espiritualistas.
É sabido que João Batista era essênio, como essênio eram José de Arimatéia, Nicodemo, a família de Jesus e inúmeros outros que na vida do Mestre desempenharam papéis relevantes, como também o próprio Jesus que conviveu com essa seita, freqüentando assiduamente seus mosteiros, enterrados nas montanhas palestinas, onde sempre encontrava ambiente espiritualizado e puro, apto a lhe fornecer as energias de que carecia nos primeiros tempos da preparação para o desempenho de sua transcendente missão.
Mas observe-se que os evangelistas e os apóstolos em geral, como também Jesus, Ele mesmo que, freqüentemente, se referia a escribas e fariseus, todos guardaram silêncio a respeito dos essênios, não somente sobre fatos, episódios, circunstâncias quaisquer em que estivessem presentes, participando, mas nem mesmo sobre a existência deles; mas isso se explica porque, sabendo que a comunidade dos essênios merecia a hostilidade do clero judaico, que a considerava herética e rebelde, queriam evitar que sobre ela se desencadeassem maiores perseguições.
Após a morte no Calvário e no decorrer das primeiras décadas, além do trabalho dos apóstolos, foi em grande parte com base nos mosteiros essênios, nas suas organizações assistenciais e no concurso diário e ininterrupto dos Terapeutas, que o cristianismo se difundiu mais rapidamente na Palestina; e, enquanto cooperaram nessa difusão, a comunidade essênia foi se integrando no cristianismo, extinguindo gradativamente suas próprias atividades, o que se completou com o extermínio da nação judaica no ano 117 a.D.
Assim como haviam apoiado anteriormente os Nazarenos e os Ebionitas (Significa pobre, desvalido), a última atitude pública tomada pelos essênios teve lugar no ano 105, reconhecendo o profeta Elxai, como chefe. Depois, correndo o tempo, veio a elevação do suposto messias Bar Cocheba, a revolta geral contra os romanos e a exterminação do povo judaico em toda a Palestina e em outras províncias romanas.
Os documentos contendo suas tradições religiosas, elaboradas desde início, ainda ao tempo de Moisés, e conservados por seu discípulo Essen, ao declarar-se a revolta final do povo judeu, foram escondidos em grutas e lugares secretos das montanhas, alguns deles estando sendo agora descobertos nesses lugares, junto ao Mar Morto.





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O que é metafísica?

ARISTÓTELES O PAI DA LÓGICA E DA METAFÍSICA
Aristóteles é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e é o criador do Pensamento Lógico, sendo que ele está entre o mais influente filósofo grego juntamente com Sócrates e Platão, na qual ele contribuiu na política, física, psicologia, poesia, lógica, ética, metafísica, biologia, zoologia, historia natural e retórica.
Em comparativo com seu professor Platão, Aristóteles é um realista que antes de cantar as excelências de um estado ideal, ele prefere analisar as diversas constituições políticas e os diversos sistemas de governo. Este grande filósofo grego nasceu em Estagira na Calcídica 384 a.C sendo que foi um discípulo de Platão, queria o entendimento unitário de tudo o que ocorreu no Universo.
Partindo como Platão do mesmo problema acerca do valor objetivo dos conceitos, Aristóteles constrói um sistema inteiramente original tendo como caracteres desta grande síntese como A Observação fiel da natureza, Rigor no método e Unidade do conjunto. A sua teologia é o primeiro motos imóvel, o pensamento do pensamento.
A filosofia de Aristóteles é a relação e conexão entre as várias áreas pensadas pelo filosofo, seus escritos versam sobre praticamente todos os ramos do conhecimento de sua época exceto a matemática, sés escritos eram divididos em duas espécies uma era exotérica e a outra acroamática, sendo que as exotéricas eram destinadas ao publico em geral eram obras de caráter introdutório composto na forma de diálogo, e as acroamáticas eram destinadas apenas aos discípulos do Liceu e composto na forma de tratados.
Aristóteles é considerado o "pai" da metafísica. 

"Uma pequena pincelada do que é METAFISICA".


Um ser especial.


Raramente paramos para observar as diferenças :
As pessoas que gostamos marcam
nossos momentos felizes.
O Ser Especial é a nossa Felicidade.

As pessoas que gostamos quase
sempre são bem vindas.
O Ser Especial tem presença indispensável.

Nós lamentamos quando as pessoas
que gostamos sofrem.
Quando o Ser Especial sofre,
nós sofremos também.

Às pessoas que gostamos
desejamos saúde e longa vida.
O Ser Especial queremos que seja eterno.

Quando as pessoas que gostamos adoecem,
queremos sua cura.
Quando o Ser Especial adoece ,
tememos perde-lo para sempre.
Quando as pessoas que gostamos viajam,
sentimos alguma saudade.
Quando o Ser Especial viaja, contamos cada
minuto que falta para o seu retorno.

Das pessoas que gostamos nem sempre
aceitamos os " defeitos ".
Pelo Ser Especial nosso amor é incondicional.

Às pessoas que gostamos,
nós damos atenção e carinho.
Ao Ser Especial, nós nos doamos por inteiro.

Das pessoas que gostamos,
nós recebemos todas as notícias.
Do Ser Especial, nós queremos
que todas as notícias sejam boas.

Quando as pessoas que gostamos partem,
ficamos entristecidos.
Quando o Ser Especial se vai, nós sentimos
que se foi a nossa melhor parte.

É doloroso dar adeus às pessoas que gostamos.
Mas dar adeus ao Ser Especial pode
ser a maior de todas as dores.
As pessoas que gostamos rondam todos
os cantos do nosso coração.
Mas o Ser Especial é o dono de
todos esses cantos.

Pare por um momento e reflita
sobre essas diferenças:
Se vier à sua lembrança a imagem de alguém e, em
seguida, um leve e profundo suspiro, com certeza
esse alguém é o seu
Ser Especial.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O místico João de Camargo.




Para lembrar os 70 anos da morte do místico João de Camargo, a Capela Senhor do Bonfim, também conhecida como Igreja de João de Camargo, realiza hoje uma reza do terço, a partir das 19h30. Situada na avenida Barão de Tatuí, 1.083, a capela chama a atenção por sua arquitetura. Aliás é uma das poucas edificações da cidade tombadas pelo patrimônio histórico. Quem a frequenta fala muito sobre a energia poderosa do local e sobre uma água fluidificada que fica disponível para quem quiser tomar logo na entrada da igreja. Uma água que ajudaria na cura espiritual. 

A capela foi erguida por João de Camargo, que morou no local e onde até hoje seu quarto é preservado. Foi nesse espaço que o Nhô João, como era conhecido, realizou muitas curas. Sua vida, porém, não foi nada fácil. Nascido em 5 de julho de 1858 em Sarapuí, João de Camargo Barros foi escravo da família Camargo Barros, de quem herdou o nome. Depois de liberto, foi trabalhar na roça até chegar em Sorocaba, aos 22 anos de idade. Aqui na cidade trabalhou também como cozinheiro, prestou serviço militar e ainda atuou em olarias. Chegou a ficar casado durante cinco anos. Já tinha o dom da cura, porém o problema com o alcoolismo o impedia de desenvolver mais.

Foi após uma visão ou sonho que teve com o menino Alfredinho, um garoto que morreu por ter sofrido queda de um cavalo, que ficou curado do vício e conforme orientações do menino decidiu erguer uma igreja. "Nessa visão apareceram para ele também a Virgem Maria e o monsenhor João Soares do Amaral. Eles falaram que a missão de João seria curar as pessoas e então o monsenhor se tornou seu guia espiritual", esclarece Claudinei Brito, administrador da igreja.

Nhô João levantou a capela em 1906 e levou 21 anos para concluir. Por ser um local que reúne elementos católicos, africanos e espíritas, num sincretismo religioso, ele sofreu muitas perseguições e chegou a ser preso 18 vezes, acusado de curandeirismo. "Queriam demolir a igreja e tudo", afirma Claudinei, acrescentando que a cura era feita apenas com óleos e ervas. 

João de Camargo morreu com 84 anos, em 28 de setembro de 1942. Foi sepultado no Cemitério da Saudade. Seis anos depois, um devoto do milagreiro erigiu sobre o túmulo de João de Camargo uma réplica da Capela Bom Jesus do Bonfim. O túmulo é um dos mais visitados.
Durante estes últimos 30 anos, Nelson Ciconello, outro devoto de João de Camargo, ofereceu atendimento espiritual na capela. O dia de atendimento sempre foi muito concorrido, com distribuição de senhas durante a madrugada. Pessoas de outras cidades recorriam à ajuda. O atendimento espiritual foi interrompido em 2006, quando Nelson, que já está com 80 anos, ficou doente.

Graças alcançadas

O que não faltam são histórias de graças alcançadas, das mais variadas possíveis. E não apenas quando Nhô João em pessoa curava, mas depois de sua morte também. Uma dessas graças foi alcançada recentemente, por uma criança. Quem contou preferiu não se identificar e nem ao hospital, para preservar a imagem do hospital e não assustar outros pacientes. Essa menina estava hospitalizada e um dia falou para a mãe não ficar preocupada que ela iria ser curada, porque um senhor que a visitava todos os dias tinha falado isso para ela. A mãe ficou intrigada e achou estranha tal visita. Foi falar com os diretores do hospital e então colocaram um segurança para vigiar a porta do quarto da menina. Não foi visto ninguém entrar, mas ela afirmava ter recebido novamente a visita. Mais tarde, depois de curada, a mãe, que era devota de João de Camargo, foi com a filha até a capela para agradecer, e então a criança, ao ver a foto do místico, apontou para a mãe que era aquele o homem que a visitava no hospital.

O guardador de carros Milton Macena de Lima afirma que experimentou uma graça. "Eu não tinha casa, morava em um barraco, em uma área que faz fundo com a igreja, mas eu não achava certo porque quando é invadido não é da gente. Morei oito anos ali, mas um dia pedi para João de Camargo me ajudar a conseguir uma casinha e eu fui juntando dinheiro olhando carros em frente à igreja. Foi assim que consegui comprar um terreno no Parque Esmeralda e aos poucos fui construindo. Agora já estou terminando, só falta rebocar", relata. Também o devoto Marcos Eduardo Rosa Pereira conseguiu uma graça. "Eu sempre peço proteção e já alcancei muitas graças. Comecei a trabalhar como guarda e hoje dou aula em três faculdades de Direito e ainda ministro um curso de formação de guarda", conta. 

Claudinei Brito, administrador da capela, cita o caso de uma moça com problema de loucura, ainda na época em que o Nhô João era vivo. "A moça vivia amarrada na casa e os pais, quando souberam das histórias de cura, a levaram para falar com João de Camargo. Ele então disse para os pais soltarem a filha e eles, apesar do receio, fizeram o que João mandou. A moça passou a varrer o chão da igreja e Nhô João falou para deixar que ela estaria varrendo a própria sujeira. Depois disso a moça saiu boa e nunca mais teve problemas." Conforme Claudinei, o que basta é ter fé. "A dúvida é um problema. Se a pessoa pedir com fé, ela recebe", ensina.

Religioso é tema de filme e vários livros

O sincretismo religioso de João de Camargo tornou-se objeto de estudo acadêmico e tema de diversos livros. O reconhecido sociólogo Florestan Fernandes escreveu sobre o assunto aos 22 anos, na monografia "Contribuição Para o Estudo de um Líder Carismático".

Entre os livros a respeito de Nhô João estão publicações de Sorocaba como "João de Camargo Barros na Vida do Povo", de Antonio Paulo Malzoni; "João de Camargo - O nascimento de uma religião de Sorocaba", de Carlos Campos e Adolfo Frioli; e "O Solitário da Água Vermelha", de Fernando Antônio Lomardo e Sônia Castro.

Já o ator Paulo Betti fez o filme "Cafundó", baseado na vida do milagreiro.

Capela vai celebrar o Dia das Crianças


A Capela Senhor do Bonfim permanece aberta ao público diariamente, das 8h às 12h e das 13h às 16h. Fecha somente em feriados. Todos os domingos, às 10h, tem a reza do terço, sendo que no último domingo do mês o quarto do Nhô João é aberto ao público. Assim como ocorre em todos os anos, no dia 12 de outubro haverá uma celebração em comemoração ao Dia das Crianças, com distribuição de doces e refrigerante e apresentação de banda, das 13h às 17h.

Localizada na Av. Barão de Tatuí, 1083, a Igreja de João de Camargo atualmente é administrada por um Centro Espirita. O templo revela o passado do místico João de Camargo, importante figura da História de Sorocaba que já inspirou, até mesmo, manifestações da sétima arte.

Com muitas visitas diárias, o local possui um acervo de fotos e objetos de João de Camargo além de imagens religiosas da Igreja Católica, do Espiritismo e da Umbanda. 

CONCLUINDO:  Conheci a história de João de Camargo pela minha filha (Mariana Pacini) , ela me contou  e disse que estava curiosa para conhecer a igreja pois varias pessoas haviam comentado sobre o bem estar que sentiram ao entrar lá. Pois lá fomos. Entramos e achei tudo muito diferente, por fora uma igreja e por dentro como uma casa, com vários cômodos. Cada comodo cheio de imagens de santos...muitos! Um lugar onde a Umbanda, Catolicismo, Kardecismo etc... Todos se encontram num só pensamento...no PAI SUPREMO...na força maior. Senti uma paz imensa, me senti acarinhada e ao mesmo tempo confusa com tamanha mistura de cultura e época em infinito alinhamento. PERFEITO!!! Um lugar onde a mensagem é clara...DEUS ESTA EM TUDO E TODOS...e não escolhe raça, credo, cor, cheiro, beleza...ele simplesmente EXISTE.
                              Obrigada meu DEUS por todos os dias me deixar existir apenas.