quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vaidade ou Poder?

Alguns querem ser “bonzinhos” e românticos, para seduzir a pessoa por quem está apaixonado, fingindo gostar disso ou daquilo para agradar o outro, outros preferem um carro mais caro para mostrar o poder e status, outros preferem usar roupas de marca e da moda para mostrar sofisticação e luxo, enfim, aprendemos a acobertar quem somos debaixo das máscaras do ego, simplesmente para conquistar alguém do qual estamos interessados.
Sem falar daqueles que vivem sendo outra pessoa diante dos amigos, dos filhos, da família, da esposa, dos colegas de trabalho,...apenas por achar que se mostrando o mais forte e poderoso, será respeitado e admirado por todos. Não percebem que isso é insegurança, baixo estima e uma série de conflitos internos que precisam ser resolvidos.
As pessoas que não estão em equilíbrio com seu Eu, sentem essa necessidade ser o “máximo” o tempo todo, de manifestar sua graça, de falar bonito, de ser mais inteligente, de ser o melhor em tudo, e conseqüentemente gerando expectativas em outras pessoas que estão assistindo toda essa encenação, sem saber que por trás de todo esse teatro, está o medo de mostrar suas fraquezas, o medo de não ser aceito pelos outros, e isso se torna uma doença.
Dentro de um relacionamento, isso é muito comum, e é por isso que está aumentando cada vez mais o índice de separações no mundo, pois as pessoas se casam idealizando na outra isso ou aquilo e se criam nessas predisposições que não são reais.
Isso, porque raramente enxergamos o outro na essência e sim nos atraímos pelo físico, e quando esse magnetismo sexual acaba, o outro começa a se revelar, ficando evidente as frustrações e decepções mais uma vez.
Outra coisa muito comum é idealizar uma relação como fonte da sua própria felicidade, esquecendo que a felicidade é um sentimento interno, que deve vir de dentro pra fora e não pelos atrativos de outra pessoa.
Todos desejam a felicidade, e muitos querem se livrar de algum sofrimento começando um novo relacionamento, ao invés de curar a si mesmo, de se construir novamente, de buscar sua liberdade natural e não se aprisionar na identidade de quem você pensa que é.
Com isso, muitos acabam desacreditando no amor real, achando ele impossível, tornando-o inacessível diante do seu mundo ilusório, por falta de informação, clareza e sabedoria de alma.
Tentamos a todo momento moldar a pessoa amada e não paramos para pensar nos egoistas que estamos sendo, e sendo falsos com nós mesmo o tempo todo.
Eu acredito que temos o direito de sermos nós mesmos. Nos amamndo é um bom começo.
                                          Paz profunda.

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