A elegância tem muito mais a ver com a riqueza interior do que com o caimento impecável de algumas peças de vestuário. Em que consiste essa força interior capaz de perfumar com o aroma substancial toda uma personalidade? Será que o Bem, a Verdade e a Beleza têm algo a ver com esse ungüento de incalculável valor que impregna determinadas pessoas tornando-as especialmente atraentes? Na elegância verdadeira não são as coisas o que importam, mas as pessoas que as possuem. Ser elegante é dar o melhor de si mesmo. Um pensamento elegante: a cultura. Ela é um dos principais modeladores do pensamento e, portanto, de nossa conduta. Talvez seja uma novidade falar de um pensamento elegante, quando o mais normal seria associar a palavra elegante a uma casa, um vestido, etc. Isso acontece porque se banalizou excessivamente o conceito de elegância, esquecendo talvez que ela é originariamente uma qualidade humana que consiste em escolher (o melhor); e a eleição é fruto, em primeiro lugar, da inteligência, do conhecimento. O mais importante dos seres humanos é o seu universointerior e não seu guarda - roupa ou seu carro. O que entendemos por universo interior? Nossas opiniões, critérios, gostos, preferências. Em definitiva todo aquilo que estrutura nosso pensamento e depois exteriorizamos através de nossas conversas e comportamentos. O pensamento elegante discorre pelos âmbitos culturais e artísticos que estão presididos pela delicadeza e finura de espírito. Falamos do que pensamos e pensamos em função do que somos (elegantes ou vulgares). O que somos por dentro é o que manifestamos por fora. A elegância por natureza, participa da simplicidade. A duplicidade não é elegante. O que de belo e elegante possa haver nas pessoas é uma expressão da beleza que está no seu espírito. A elegância surge sempre como fruto da delicadeza de espírito. A elegância não é uma qualidade esporádica que se dê de vez em quando, numa circunstância determinada, porque na realidade mais do que " por-se elegante" (que sempre é algo extrínseco à pessoa), do que se trata é de ser elegante. A roupa, os cosméticos, etc., têm um alcance muito pequeno e não conseguem ocultar a vulgaridade que possa haver no interior de alguém. A elegância não se improvisa (como um vestido), senão que se adquire em um longo processo de opções pessoais: daí o seu valor, ela torna a vida do outro agradável. O comportamento elegante sempre está presidido pela delicadeza, pela finura de espírito. A elegância, a educação esmerada, facilita em grande modo a convivência, desde que não fique nas formas e esteja atravessada pelo carinho. O comportamento elegante corre o grande perigo de cair na frieza ou na superficialidade. É fácil cair neste defeito se não unimos a elegância a uma forte dose de humanidade. Homens e mulheres experientes em humanidade levam a sério as vidas alheias e querem ser o consolo e o apoio dos outros e sem carinho, a delicadeza não existe, porque é precisamente o amor quem inventa as mil maneiras de tornar a vida fácil (e prazerosa) de ser vivida: um sorriso diante de uma adversidade, um calar-se diante de uma afronta repentina ou diante de uma calúnia, uma esposa que se arruma com esmero (sem esquecer-se do batom), a espera de seu marido que retorna ao lar, um trabalho bem executado e finalizado, um elogio que não ficou à margem do coração... Isto sim é elegante! A elegância interior propicia que nosso selo pessoal esteja mais reforçado, porque na verdade, o que particulariza uma pessoa é a riqueza do seu pensamento, da sua cultura e sua bondade. Estes aspectos são tão importantes que de algum modo tornam mais fracos os que fazem referência somente ao porte exterior. O mundo interior configura o exterior e é lógico que seja assim, porque cada um de nós gostamos de que nos identifiquem com o que realmente somos, mesmo que não façamos ostentação disso. De algum modo somatizamos o que pensamos. Seja honesto com você mesmo e naturalmente será elegante. FIM. . |
Copyright © 2011 Bi

Nenhum comentário:
Postar um comentário