sexta-feira, 15 de março de 2013
Jesus em sua descida á terra.
É um equivoco da tradição religiosa considerar que o supremo sacrificio de JESUS consistiu essencialmente na sua paixão e sofrimento compreendido entre a condenação de Pilatos e o holocausto da cruz. Se o verdadeiro sacrificio do amado mestre tivesse sido resumido nos açoites, nas dores fisicas e na sua crucificação injusta, sendo assim os leprosos, os gangrenados. os varios escravos que tambem sofreram com as chicotadas e terriveis torturas, deveriam ser outros missionarios gloriosos e eleitos para a salvação da humanidade! Os hospitais gozariam da fama de templos e viveiro de "ungidos" de DEUS capazes de salvarem toda a humanidade dedicando a ela suas dores e gemidos que lhes cortavam a alma. Milhares de homens ja sofreram tormentos mais desumanos do que as dores fisicas suportadas por JESUS naquela terrivel sexta-feira, mas nem por isso foram consagrados como salvadores da "humanidade".
O verdadeiro sacrificio de JESUS não foi apenas durante aquelas horas amargas, desde o tribunal romano até seu ultimo suspiro na cruz! Mas isso compreende e abrange a sua indiscritivel operação de baixar sua vibração, como uma ave sideral abandonando a atmosfera eletiva paradisiaca, para amoldar-se a gaiola estreita da carne humana e entregar ao vivo a mensangem do amor que salva os homens! JESUS despendeu mais de mil anos do calendario terreno, num descenso feroz, a fim de ajustar-se, campo por campo,cada vez mais restritos e até alcançar a materia e modelar seu corpo carnal no ventre feliz de MARIA. Nascendo e vivendo sob o regime comum da vaidade de todos os homens, como ainda mestre fiel, amoroso e sabio, em cuja peregrinação fisisca ensinou ao homem a sua libertação definitiva da carne. Se a evolução de JESUS tivesse sido diferente dos demais espiritos e especificamente "em linha reta",desobrigando de quaisquer equivocos ou vacilações, é evidente que DEUS teria privilegiado um filho mais simpatico com alguma faculdade incomum, virtude, graça prematura ou sabedoria inata, traindo uma censuravel preferencia egoistica humana. Pois não seria feita a verdadeira "JUSTIÇA DO CRIADOR" em sua sublime perfeição e JESUS (nosso mestre e irmão) tambem não seria o simbolo glorioso e matriz fiel da verdadeira conduta humana e ensinar aos seus alunos aquilo que ainda não teria aprendido a viver, nem sofreu em si mesmo.
Somos todos filhos do mesmo PAI...da mesma LUZ...
Somos todos iguais diante do amor de DEUS, pai unico de amor infinito...
Assim creio eu.
Maria Pacini
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